Tua calcinha

 

Tua calcinha transparente,

É deveras... Deslumbrante!...

Tão brilhante e incandescente,

No teu corpo exuberante!...

Vejo a estrela reluzente,

Em tu'alma flamejante...

Que me inflama de desejos,

Desnudado em infindos beijos!...


Tua calcinha é esplendorosa,

Tem um coração mui belo,

Com três pérolas formosas,

Num vergel verde e amarelo...

E uma pét'la preciosa

Co' um sabor de caramelo...

Sempre almejo o alvéolo em dose,

Em minh'alma... essa overdose!


Tua calcinha é tão florida,

É a mais linda que eu já vi...

Dou-te beijos sem medida,

Nesses lábios  já daqui!

Sinto a língua enlouquecida,

Vendo a Estrela Nua Ali...

E mergulho nessa alvura,

Nos contornos d'alma pura!

 

Tua calcinha me devoda

Desde outrora, oh! Musa amada...

Tu és flamante como a aurora...

— Desfraldada na alvorada!

Peço a ti  não vás embora,

Vens comigo  desnudada...

Não me deixes na fissura 

Tu és a minha formosura!

 

 Pacco



Paulo *06h55






 

Nest'aurora

 

Depois que nos amamos, nest'aurora,

Senti minh'alma ardente e delirante!...

Flamante no teu peito — inda ofegante...

Co'o teu corpo de bruços, que me aflora!

 

Arfante, eu sugo o néctar sem demora...

Num encanto esmensurado e estonteante

— No alvéolo de tua Estrela exuberante...

Que sempre me encantara, desde outrora!


Mergulho em tuas madeixas coloridas,

Na flor rubente e seios desnudados,

Ao ver toda a floresta enrubescida!

 

E sinto o olor da essência — adocicado,

Na ardência de tu'alma ensandescida,

De amores reluzentes — sem pecados!



Pacco



Paulo *14h30






 

Poemas escronchos

 

Jamais escreverei versos mui tronchos,

Tão parvos num universo, em desalinho...

Qual cantos malcriados de um Loidinho...

Assim como os demais poemas escronchos!

 

E a mórbida patente, em meio aos zonchos,

Retrata a tal galharda em Azul-marinho,

Co'as rosas venenosas —, com escarninho:

Que a Musa é indecorosa a mores conchos!


Decerto, o ardor no aconcho é permanente,

Por causa da donzela errante e ávida 

De amores camuflados mutuamente!...

 

Desnuda a Estrela, o Céu e a espádua impávida,

Perpétua nu'a volúpia incandescente...

Num inexorável ósculo, em núpcias cálidads!



Pacco



Paulo *14h19






 

Gog e Magog

 

O Sol amanheceu pegando fogo,

Sem rumo, num Universo alcantilado...

Co'a Lua congelando  d'outro lado,

Os báratros cruéis, virando o jogo!...


E as almas se inclinavam a Gog em rogos,

Co' uma legião de anjos camuflados,

Ao lado das nações do Príncipe alado...

Na inglória de Magog  escrito a Diogo!


E uma imensidão de estólidos, errantes:

Diziam que os nefastos não mentiam,

E que jamais  no amor  eram enervantes!


Nesse ínterim, as estrelas convergiam

Pr'uma escuridão d'uns mares inquietantes,

Onde outros nobres astros se extinguiam...!



Pacco



Paulo *23h46






Quantas vezes

 

Quantas vezes nos amamos,

Neste ardor de orgasmo intenso...

Onde tudo é mais extenso,

Quanto mais, mais deliramos!...

Em noss'alma, há gozos tantos,

De esplendor em mores cantos!...

Na floresta verdejante,

Navegamos sobre os rios,

A sentir os calafrios 

Neste orvalho flamejante!...


Que desejo alucinante,

Ao voejarmos lado a lado...

Vendo os pés entrelaçados,

Nos lençóis, mais alvejantes!...

Tudo é tão mais que excitante,

Quando desnudamos a rosa

Mais formosa e perfumosa,

— Na alvorada enrubescida!...

Medra a alcova embevecida,

Nesta alfombra deleitosa!


Desfrutamos na varanda,

Um esplendor de ardores ávidos,

Num almejar de amores cálidos,

Vendo a Serra ali de banda!

Debruçamos na varanda,

A rolar nu'a mata honesta,

Qual vergel — linda floresta,

A encantar dois passarinhos,

E adornamos nosso ninho 

(Vendo a Natureza em festa!)


E ao gozarmos noite e dia,

Nesta alfombra esplendorosa,

Qu'é a mais bela e suspirosa,

— Tão repleta de magia!...

Tem perfume — em demasia,

A exalar da essência ardente,

No oscular d'ardor fremente!

E num infindo movimento,

Trespassamos os firmamentos...

— Como dois adolescentes!!

 

 Pacco



Paulo *14h02





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