Em verdes mares

 

Profundamente, fico assim tão deslumbrado,

Tão leve por sentir tua essência nessa flor;

E voo a te encontrar, num monte alcantilado,

Num céu todo estrelado, em volta desse olor!

 

Enquanto eu te procuro às margens desse agrado...

Vagueio no teu corpo em brasas  sedutor...!

E fico alucinado, assim tão desvairado...

Sugando a flor na relva  em desfraldado ardor!

 

Quem dera que esse amor perdure à eternidade...

No céu, no mar, na mata, à sombra dos palmares,

E perco a virgindade, em meio à claridade

 

Na alcova deslumbrante, ao ver-te nesses ares!...

Não quero mergulhar na areia d'ansiedade...,

Sem antes navegar contigo, em verdes mares!...

 

Pacco



Paulo *12h24






 

Santo Graal

 

Já procuro o Santo Graal,

Desde quando era criança;

Deve estar nu'a Catedral

Nu'a redoma, em segurança.

 

Descobri que o Santo Graal

Era um Cálice de Jesus...

Que colheu o Sangue Real,

Quando estava inda na cruz!

 

E esse mesmo Santo Graal,

Que Jesus abençoou...

Uma guerra  Ele gerou,

Condenando o vil metal!

 

"Dai a César o que é de César,

E a Deus o que é de Deus!"

Co' essa afronta a Júlio César,

Qu'era mais que um semideus!...

 

E o pecado capital,

Que o levou  morrer na cruz...

Fora um sacerdote mau,

C'outros fariseus sem luz!...

 

Até hoje o Santo Graal

É um mistério à humanidade...

Pois, Deus disse que a Verdade,

É o pecado original!

 

Pacco



Paulo *11h56






 

O canto da cotovia

 

No alto daquela estrada,

Um belo canto se ouvia...

Soava nu'a encruzilhada,

 O canto da cotovia!

 

Pacco



Paulo *17h49






 

Lorde

 

Quando eu era guitarrista,

Só tocava Rock 'n roll...

Hoje, eu sou contrabaixista,

E só toco Jazz e Soul!

Aprendi a tocar piano

Nas canções d'um veterano,

Que alternava os improvisos

E alterava seus acordes!...

Certamente, ele era um lorde,

Nesse embalo mais preciso!

 

Pacco



Paulo *17h41






 

Teus encantos

 

Meu amor, te amo tanto...!

Te amo tanto, meu amor...!

Viajo tanto aos teus encantos,

Quando vejo a bela flor,

Debruçada em minha janela,

Tal qual bela Cinderela,

Que me faz cruzar os montes,

Vendo a luz no firmamento

(Em teus belos movimentos,)

Deslumbrando os horizontes!...

 

Tua florzinha é tão cheirosa,

Lembra o cheiro de jasmim...

Inda fica mais charmosa,

Quando a vejo em meu jardim.

Quando insiste olhar pra mim,

Sinto um enoooorme calafrio...

Sinto a chama do delírio

Em meu peito acelerado...

Fico assim  tão desvairado,

Vendo as pét'las desse lírio!

 

Tua florzinha é a mais formosa,

É a mais linda do universo...

Mui extremosa e perfumosa,

Onde exalo o amor imerso...

E me afogo em teus reversos,

Quando beijo a bela flor

A exalar  todo esse olor 

 Deslumbrando as pét'las nuas,

Nos vergéis em que flutuas,

No inspirar do beija-flor!

 

Meu amor, ela é tão linda...

Tão ardorosa e exuberante...

Mui formosa e delirante,

Nesta alcova, ela é bem-vinda!

Nunca vi u'a flor mais linda,

Despontando na alvorada,

Tão vistosa e adocicada —,

Tua florzinha cor-de-rosa!...

Qu'é a mais bela e degustosa,

Minha açucena doce amada!

 

Pacco



Paulo *17h33






 

Ó princesa

 

A insônia trouxe a harmonia,

Em forma de poesia...

E tudo se transformou...

Numa bela melodia!

 

Quero amar-te para sempre...

Para sempre quero amar-te!...

Ó princesa..., tu és tão nobre...

A encantar todas as artes!

 

Teu recado é mui sensível...

Deveras  tão delicado;

É impossível ser insensível,

Não ouvir o teu chamado!

 

Quando o amor é verdadeiro,

Não tem hora p'ra afagar...

Tem que ser qual jardineiro...

Regar, regar e regar!...

 

Pacco



Paulo *17h00






 

~~Mergulho~~

 

Sonhei que tu eras

Uma linda princesa,

De infinda beleza,

Qual a primavera!

Minh'alma paquera

Tu'alma ardorosa,

Tão bela e cheirosa!...

Mergulho em tuas tranças,

Cheio de esperança,

Nessa atmosfera!

 

Oh! doce princesa:

Tu és tão formosa,

Gatinha gostosa,

De infinda nobreza!

'Stou apaixonado,

 Tão alucinado —,

Teu néctar a sugar!...

De tanto te amar,

Me afogo a afagar,

Nessas profundezas!

 

Mergulho em teus seios,

No meio das águas,

E enxugo tuas mágoas,

Por onde passeio!...

E em teus lindos seios,

Eu faço um carinho,

Tal qual passarinho,

Num voo delirante,

(Bem mais que excitante),

Em teus devaneios!

 

Que sonho mais lindo,

Co' a linda donzela,

Tal qual Cinderela,

Co'os olhos luzindo,

Qual sol colorindo!...

Deitamos na relva,

No meio da selva,

Vendo a cachoeira,

Cheia de aroeira...

E abraços infindos!!...

 

Pacco 



Paulo *12h02






 

O colono

 

  Dizia o boi ao seu dono:

 

"No pasto em que fui criado,

Nem podia pegar no sono;

Vinha sempre um tal colono,

Qu'era um tanto malcriado!

 

As vacas que tu me deste,

Eram todas bem malhadas;

E as que vinham do nordeste,

Já levavam u'a aguilhada.

  

Quando u'a vaca ia pro trono,

Eu ficava de "butuca",

Só espreitando o tal colono

Pondo o leite na cumbuca.

 

Chegava de madrugada,

Co'a aguilhada já na mão...

Dava tanta catucadas,

C'outra mão no seu bastão!

 

E quando as vacas deitavam,

Escolhia as mais branquinhas...

  Muitas delas se agitavam

Com medo da tal rolinha!

 

Puxava o rabo das vacas,

Para ver se eram novinhas;

Já deixava as suas marcas,

Nas que eram mais mansinhas.

 

Um dia, fiquei tão bravo

Co' aquele colono estranho...

Que trouxe o tal desagravo,

Por mexer co'o meu rebanho.

 

Dei-lhe u'a baita d'uma chifrada,

Bem no meio das costelas...

  Que alertou  toda a boiada —,

E as mais velhas das vitelas!!".

 

 Pacco



Paulo *20h20






 

Sete chaves

 

Na velha casa de barro,

  Onde morou Castro Alves...

Cantava o canto das aves,

Trovando co'o joão-de-barro.

 

  Na beira daquela estrada,

Um belo canto escrevia;

Co'a estrela da madrugada,

Em cada canto que ouvia.

 

E o canto da cotovia,

Que ouvia, lá no cerrado...

Trazia tanta alegria

Ao nobre bardo letrado.

 

A casa das Cabaceiras,

Onde nasceu Castro Alves...

Hoje é um museu de primeira,

Sem essa  de sete chaves!

 

Salve, salve... Castro Alves!

 

 Pacco



Paulo *20h03






 

Meus sentimentos

 

A música adentrava em minha mente,

Nu'a doce melodia esplendorosa...

Veemente se enfronhava deleitosa

Num belo contraponto ardentemente.

 

Voei na imensidão tão docemente,

Ouvindo essa cantiga mui saudosa... 

Co'a harpa a harmonizar, bela e formosa,

Que a noite parecia estar contente.

 

Não há como engendrar tal manifesto —,

Na orquestra que transborda em luzimento,

Nos lestos sincopados sempre honesto!

 

Quem dera se eu regesse o pensamento...

Poder provar em mim  tão belo gesto —,

Enfim, pudesse expor meus sentimentos!!

  

Paulo Costa (Pacco)



Paulo *17h04






 

Pássaro no espaço

 

... Florear nesse compasso,

Minha viola afaga o pranto...

(Devaneia tanto encanto,) 

Qu'eu nem noto o descompasso!

Sincopando passo a passo,

Vou tocando minha viola,

E improviso u'a barcarola,

Nesse infindo encantamento,

Que me traz contentamento,

Como um pássaro no espaço!

 

No compasso desses passos,

Minha canção trespassa o canto,

Se transforma num acalanto  

Desdobrando esses compassos.

Não existe descompasso,

Nessa moda de viola...

Lembra sempre u'a barcarola,

Qual balanço desse rio... 

Deixa o peito mais febril,

Quando chora nos meus braços!

 

Pacco



Paulo *17h18






 

  Camuflagens!...

 

Fizeram u'a tosca homenagem

Ao pobre bardo Caprino;

Que 'screve, qual Camelino,

Sem ginga, nu'a vil linguagem!

Ao ver essa Ode em imagem,

'Screvendo assim ressentido...

Num mote crasso e atrevido,

Velando os versos no aprisco,

 Co'os bafos dos basiliscos.....

Repletos de camuflagens!...

 

Pacco



Paulo *13h24





- 01/07/2017 a 31/07/2017
- 01/03/2017 a 31/03/2017
- 01/11/2016 a 30/11/2016
- 01/03/2016 a 31/03/2016
- 01/01/2016 a 31/01/2016
- 01/12/2015 a 31/12/2015
- 01/10/2015 a 31/10/2015
- 01/08/2015 a 31/08/2015
- 01/07/2015 a 31/07/2015
- 01/05/2015 a 31/05/2015
- 01/04/2015 a 30/04/2015
- 01/03/2015 a 31/03/2015
- 01/02/2015 a 28/02/2015
- 01/01/2015 a 31/01/2015
- 01/12/2014 a 31/12/2014
- 01/11/2014 a 30/11/2014
- 01/08/2014 a 31/08/2014
- 01/07/2014 a 31/07/2014
- 01/05/2014 a 31/05/2014
- 01/04/2014 a 30/04/2014
- 01/03/2014 a 31/03/2014
- 01/02/2014 a 28/02/2014
- 01/12/2013 a 31/12/2013
- 01/10/2013 a 31/10/2013
- 01/09/2013 a 30/09/2013
- 01/08/2013 a 31/08/2013
- 01/07/2013 a 31/07/2013
- 01/06/2013 a 30/06/2013
- 01/05/2013 a 31/05/2013
- 01/04/2013 a 30/04/2013
- 01/03/2013 a 31/03/2013
- 01/02/2013 a 28/02/2013
- 01/01/2013 a 31/01/2013
- 01/11/2012 a 30/11/2012
- 01/10/2012 a 31/10/2012
- 01/09/2012 a 30/09/2012
- 01/08/2012 a 31/08/2012
- 01/07/2012 a 31/07/2012
- 01/06/2012 a 30/06/2012
- 01/05/2012 a 31/05/2012
- 01/04/2012 a 30/04/2012
- 01/03/2012 a 31/03/2012
- 01/02/2012 a 29/02/2012
- 01/01/2012 a 31/01/2012
- 01/12/2011 a 31/12/2011
- 01/11/2011 a 30/11/2011
- 01/10/2011 a 31/10/2011
- 01/09/2011 a 30/09/2011
- 01/08/2011 a 31/08/2011
- 01/07/2011 a 31/07/2011
- 01/06/2011 a 30/06/2011
- 01/05/2011 a 31/05/2011
- 01/04/2011 a 30/04/2011
- 01/03/2011 a 31/03/2011
- 01/02/2011 a 28/02/2011
- 01/01/2011 a 31/01/2011
- 01/12/2010 a 31/12/2010
- 01/11/2010 a 30/11/2010
- 01/10/2010 a 31/10/2010
- 01/09/2010 a 30/09/2010
- 01/08/2010 a 31/08/2010
- 01/07/2010 a 31/07/2010
- 01/06/2010 a 30/06/2010
- 01/05/2010 a 31/05/2010
- 01/04/2010 a 30/04/2010
- 01/03/2010 a 31/03/2010
- 01/02/2010 a 28/02/2010
- 01/01/2010 a 31/01/2010
- 01/12/2009 a 31/12/2009
- 01/11/2009 a 30/11/2009
- 01/10/2009 a 31/10/2009
- 01/09/2009 a 30/09/2009
- 01/08/2009 a 31/08/2009