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Paulo *11h11






Insana hegemonia 

 

Quem me dera escutar o que não ouço,

Nesta esfera sem som que me conduz...

Fico mouco a oscilar num calabouço,

Onde imploro qualquer sombra de luz.

  

Se não sinto essa chama no arcabouço,

Coessa estrela sem cor que não reluz,

Nos meus versos insanos sem balouço...

Ó tristeza que arqueja em anos-luz!

  

Se minhalma não sente essa harmonia,

Nem a nobreza, qué embalde à natureza,

Qual sidéreo que inflama minhagonia...

  

Como posso engendrar sem essa destreza,

Se o mistério na insana hegemonia

Não me deixa enxergar tal profundeza?

 

Paulo Costa



Paulo *11h10






 

Palavras ao Vento

 

Se as minhas palavras não ecoam

Entre as montanhas, quando solto a minha voz...

Nem quando solto o meu canto com dignidade,

Assim como os passarinhos cantam em liberdade...

(...) Só ouço o meu silêncio nesse manifesto atroz.

 

Se as minhas palavras não envolvem tais sentimentos,

Enquanto que nessa aurora, quando nasce o raio de sol...

Minhas palavras vão ao vento e não ecoam nesse arrebol.

Silencio-me e vejo um bailado daqui p’ra acolá do vento...

Mas....., minha voz não quer calar um só momento!

 

O sol do meio dia vem aquecer a minha extrema agonia.

Já cansado de esperar o inesperado eco que não ouvia...

Mesmo quando solto o meu gemido na desesperabilidade...

Minha canção quer encontrar minh’alma do outro lado

Da sombra, onde dorme o meu longínquo canto calado.

 

Se a minha voz não ressoa entre esses belos montes...

Assim como o sol vai se pondo, calado, no horizonte...

Silencioso, tal como as minhas palavras vão em vão...

Dia a dia, vejo no céu, nos mares e nos lindos arvoredos,

A sombra de minha voz surgir nas águas e rochedos.

 

Se as minhas palavras vão ao vento e não retornam

Dessas lindas montanhas... Minhas lágrimas formam

Cachoeiras que deságuam no mar, meu choro a chorar;

Nem mesmo um soluçar das águas a ecoar. Um algoz

Num vento cálido a soprar meu gemido e minha voz.

 

E quando a noite vem..... Chegando bem de mansinho,

No meio dessa vasta floresta, sinto-me sozinho...

Sombreado no meio da mata, onde num deserto achei

A minha desesperança, e vou ensimesmando-me tristonho,

Nessa sombra ilusória onde tentei viver um só sonho.

 

Pouco a pouco, as estrelas vão surgindo no firmamento...

Tão lindo... Tão naturalmente vão clareando todo o céu;

A lua, doirada, cheia de ternura nesse entrelaçamento...

Vem resplandecendo sobre a aba do meu chapéu;

É quando, de repente — ouço a minha voz ao léu... Ao léu...

 

(((((AO LÉU))))), ((((AO LÉu)))), (((AO Léu))), ((AO léu)), (Ao léu)...

 

 Paulo Costa



Paulo *11h09






Oh! Bach!...

 

... Quem me dera transcrever

 Para o Baixo a Fantasia!...

Onde há Fuga em demasia,

Tão difícil de entender!

S'eu soubesse descrever, 

As Cromáticas em Fuga,

Co' essas fusas tão confusas

  Tudo escrito em diminuto...

— Nem um ouvido absoluto

  É capaz de compreender!

 

Pacco



Paulo *11h43






~~~ Águas calmas ~~~

 

Navegava em águas calmas,

 Quando vi ao longe um monte...

  'Stava acima do horizonte

Onde um ser toldava as almas.

Mergulhava em águas alvas,

  Infinitas criaturas...

Onde um rei, lá nas alturas,

Noutro oásis  verdejante,

Co'um cajado  flamejante,

Separava as almas salvas!

 

Pacco



Paulo *11h18






À Santa Cecília 

 

Comprei u'a casinha,

 No alto da serra...

E fiz u'a igrejinha,

  Todinha de pedra

De pedra-sabão!

Fiz em devoção

À Santa Cecília,

Qu'envolve minh'alma,

 Co'a luz que me acalma...

Nu'a eterna vigília!

 

E fiz u'a pracinha,

Toda arborizada,

Onde a passarada,

  Canta na igrejinha

Bem de manhãzinha!

São aves tão belas,

Saudando a donzela,

Na fonte das águas,

Em águas tão alvas,

— Na bela capela!

 

Com muita cautela,

Fiz uma grutinha,

Dentro da igrejinha,

  Defronte à janela

Sua imagem nu'a tela...

Pois quando o sol nasce,

Reflete em sua face,

U'a luz tão brilhante,

Qu'é mui semelhante,

À estrela mais bela!

 

No altar da igrejinha,

Tem rosas, tem flores,

Onde os beija-flores

Adornam a santinha,

Em sua caldeirinha.

Oh! Santa Cecília!...

Que doce alegria

Transborda em meu peito,

Assim por ter feito

Sua linda grutinha!

 

Paulo Costa (Pacco)



Paulo *13h28






Índia terena

 

"Pode ser loira ou morena"...

 Qual bela rosa extremosa;

Quem sabe, u'a índia terena...

Não seja assim  tão formosa?!

 

Pacco



Paulo *13h21






___________ IV, V, I ___________

 

Nas frases musicais dos meus singelos versos...

O modo mixolídio é baseado em Lá!

As tríades modais se entrelaçam em diversos

Tons, simultaneamente  inspirados em Bach!

 

Transformar esses sons, nu'a cadência melódica...

O contraponto encontra outros graus em comum.

No clássico e no barroco, a 'scola era metódica

Só se usavam três graus: o quarto, o quinto e o (um).

 

Rearmonizar os tons, dessa simples cadência...

Requer habilidade e informação na estética.

Observando alguns conceitos, na evidência

 

Do ritmo irregular na forma aritmética...

Nas interpretações de bom gosto e eloquência...

É preciso entender os timbres da fonética!

 

Paulo Costa



Paulo *15h32





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