Língua "Curta"

 

Poucos falam a língua culta,

No estribilho do saber!...

Muitos falam a língua "Curta"...

Lendo as mulas no poder!!!

 

Vendo os trotes no poder,

Nu'a disputa tão biruta...

— "Eh mió, nóis s'iscondê

Dus radá  co'a puta murta!"

 

Paulo Costa



Pacco *15h42






Composições

 

http://www.recantodasletras.com.br/audios/instrumentais/32038

http://www.recantodasletras.com.br/audios/instrumentais/21975

http://www.recantodasletras.com.br/audios/instrumentais/19236

http://recantodasletras.com.br/audios/cancoes/34518

 

Paulo Costa



Pacco *12h03






Para casa

 

Voltei para casa,

Num longo caminho...,

Tão cheio de graça,

Co' amor e carinho!

 

Na volta p'ra casa,

Compus uns chorinhos,

P'ra dona da casa,

E o meu cachorrinho.

 

Lembrava a minh'alma,

De suas afeições...

Ao vê-los na calma...

 

Oh! Belas canções

Que alegra minh'alma,

E os seus corações.

 

Paulo Costa



Pacco *20h12






Fobias

 

Meus filhos tinham fobias,

Principalmente, de altura...

Mas, o esperto do Tobias...

Estudou arquitetura.

 

P'ra fazer u'a bela trova,

Não podemos ter fobias...

Vão tirar zero na prova,

Se fizerem algaravias! 

 

Paulo Costa



Pacco *15h44






Qual seu pai

 

Seja um homem, e não se perca...

Qual seu pai  sempre na linha!...

Morreu trepado na cerca...

 (Mas não soltou a galinha!)

 

Paulo Costa



Pacco *16h23






ENEM

 

Fazer u'a prova do ENEM,

P'ra medir a Ignorância...

Existe o curso a distância,

Que não reprova ninguém!

Se alguém pagar muito bem,

— O diploma sai na hora...

Não haverá tanta demora —

Já vem tudo manuscrito!...

As questões e o gabarito —

Vem no malote — também!

 

Paulo Costa



Pacco *04h34






 

Mercado dos diplomas

 

Alô!... Alô!... É da Cultura??

Analisei os classificados...

Preciso d'um certificado

Pra trabalhar na prefeitura!

Quanto custa u'a licenciatura?

Me avisem com antecedência!

'Stou precisando com urgência,

D'um diploma de Faculdade!...

Ciências..... Contabilidade.....

Pedagogia..., ou Arquitetura!

 

Alô!... Oi... Alô!... É do MEC??

Gostaria de saber o valor...

Pr'eu ter um diploma de doutor

Mas só posso pagar com cheque!

'Stou vendendo meu calhambeque,

Quem sabe, driblo a concorrência,

E evito também u'a audiência!...

Fico 'sperando aqui  no tédio

A conclusão do ensino médio...

Reconhecido pelo MEC!!

 

Paulo Costa



Pacco *04h33






Gente cega

 

Nunca vi gente tão cega...,

Navegar num mau poema...

Escrever qualquer fonema,

E 'scolher versos tão bregas...

No repente que escorrega

A invadir o pensamento...

"Pinta" um monte de jumento,

 Na Assembleia Literária...

 P'ra iludir os cegos párias...

Nu'a jornada  cabra-cega!

 

Paulo Costa



Pacco *07h34






 

A Gregório de Matos

 

  

 

Lendo Gregório de Matos,

Apendi uma boa lição.

Compreendi que há ligação

Entre o mangue e o mar. Oblatos

Desordeiros com aparatos

No combate às grandes guerras;

Os fariseus querem as terras,

P'ra oprimir os delinquentes,

Que nunca estarão contentes,

Por viverem em grandes serras.

 

Sobrevivem em grandes morros,

Os que ainda são de cor!...

Mas onde estará o amor

De uma nação sem socorro,

Que trata tal qual cachorro,

Os que defendem sua pátria?

Vão morrendo como párias,

E deixando um mar de lama

Secar sobre o chão de grama,

E uma cruz por sua diária.

 

Mãe gentil... Oh! Pátria amada!

Quanto ouro há de perder

Nas transações do poder,

No abismo de lutar armada,

Em tratados de tomadas,

Onde ruge o Rei Leão...

E toda a devassidão

Nas emaranhadas cortes

Que embolsam os cofres-fortes

P'ra cambada na esplanada!?

 

Caro Gregório de Matos:

Os vis que o apredrejaram

Co'a indiferença, mamaram

O fel dos marechalatos,

Que zombavam dos mulatos,

Prostrados no tronco a ferro;

Ao longe se ouviam os berros...

E o chicote que estalava!...

Usavam também uma clava

Por apreço aos baronatos!

 

Paulo Costa



Pacco *06h31






OSB

 

Vendo a Orquestra OSB,

Explodir o Municipal...

Aplaudindo o quebra-pau,

Sem o Minczuk aperceber...

Co'a batuta pra saber,

O que 'stava acontecendo...

  E a plateia, maldizendo...

 Que a regência era tão pobre...

 Apoiando Marlos Nobre,

— Ao privá-lo de reger!

 

Paulo Costa



Pacco *08h40






Datei:Tachycineta bicolor1.jpg

 

Marina, tu és tão bela com'uma rosa...

A boneca mais linda qu'eu já vi...

Rosmarina a encantar o colibri...,

Indubitavelmente, és mui formosa.

Na luz desta emoção que em mim projeta...

A estrofe é tua canção  deste poeta!

 

Marininha

 

Marininha, Marininha...,

Quando ouço teu cantar...

Trago u'a rosa e u'a andorinha,

Vend'os teus olhos  brilhar.

No primeiro ano de vida,

Nessa estrada colorida...

Parabéns, linda Marina!...

Muitos beijos dos parentes...

De seus pais e avós presentes

Co'o vô Márcio, Souza e Orlina!

 

Paulo Costa



Pacco *04h05






Amizade

 

Uma verdadeira amizade:

Foi tudo que Deus te deu!

Os homens  na falsidade

Querem afanar o qu'é teu!

****

São tantos arqui-inimigos...

Me levando p'ra amplidão...

Será que haverá jazigo

P'ra essa triste multidão?

****

... É melhor ter um inimigo sincero,

Do que ter um país inteiro insincero.

Prefiro um inimigo desmiolado,

A ter um "amigo" dissimulado!

****

Descobri na solidão a felicidade.

Quando vivia no meio da multidão,

Vivia iludido e não via a falsidade

Dos malditos traiçoeiros na escuridão!

 

Paulo Costa



Pacco *04h12






A cigana

 

A cigana quando passa,

Na barraca da baiana...

Enche a cara de cachaça,

P'ra gozar da americana.

 

Paulo Costa

 

--------------------------------------------------

 

A barata

 

A barata da Maria

'Stava louca pra voar...

Fazer zummm na cantoria,

'té o dia  clarear!

 

A barata da Maria

Ficou zonza no terreiro;

Por tocar tanto pandeiro,

Nu'a macumba, na Bahia!

Percebeu, naquele dia,

Que seria u'a desventura;

Quando viu a criatura,

No caboclo a remexer...

Pra barata não 'squecer

Dos ais, ais  na "sanfonia"!

 

Paulo Costa



Pacco *15h50






O que dizer... Dizer o quê?... Nada!

 

O que poderei dizer,

O que na verdade, não saberia dizer mais nada...

Nada que eu não pudesse entender o nada... mais nada.

Talvez não dissesse mais nada o que tinha pra dizer.

 

Nada que eu possa dizer — mais nada...

Será em vão entender o que em minha mente

não saberia o que dizer o pensamento,

pra dizer sobre o saber,

por não saber o que não saberia dizer...

— O que dizer... Dizer o quê?... Nada!

 

Quem me dera pudesse não pensar em nada...

Nada a pensar — nada a dizer...

Não dizer mais nada — nada, apenas... apenas, nada.

 

Não me fale dessas coisas,

pois ainda não entendo o que há para entender...

Não me fale tão alto,

para que eu possa escutar nitidamente, nítido.

 

Não me fale assim tão alto, do alto desta montanha,

que ecoa cá embaixo como um trovão,

do alto a estrondar a terra, na terra onde tudo estronda,

estrondando tudo — tudo que há de estrondar no estrondo.

— O que poderei dizer... Dizer o quê?... Nada! Nada a dizer!...

Dizer mais nada!

 

Paulo Costa



Pacco *15h16






Dissonante

 

Tem gente que não sabe fazer trova.

Embora o tema seja altissonante...

Aspira um leve canto dissonante —,

Quebrando a escansão ao 'screver prosa.

 

Paulo Costa



Pacco *15h11






~~ Nas águas ~~

 

Num imenso mormaço,

Ó brumas dormentes...

Nas vagas dementes,

Dos negros abraços...

 

Tombados do espaço,

Nu'a larga torrente...

Abismo pungente

Num 'scuro sargaço.

 

Mergulho nas águas,

Nas sombras da noite...

Navego nas báguas,

 

Em plena meia-noite...

Não vejo mais trégua,

Co'as velas no açoite.

 

Paulo Costa



Pacco *05h20






Anjos e demônios

 

Anjos e demônios

Ficam lado a lado...

Sempre simulados,

Num aval pandemônio.

 

Os pobres neurônios

Dos deuses grilados...

Nos montes gelados,

Fabricam plutônios!...

 

Aprovam sanções,

Mandando pro inferno,

Comédia e nações...

 

Num abraço fraterno,

De amor e paixões...

Co'o mal sempiterno!

 

Paulo Costa



Pacco *15h58







HAIKAIS


admirativo

é o adjetivo

ser substantivo

***

a flor de jasmim

exala tanto perfume

do teu corpo em mim

***

fica no silêncio

a vontade de gritar

o meu próprio grito

***

se o canto não sai

no poema enluarado

solfejo haikai

***

quando for remar

na noite de lua cheia

me leve pro mar

***

nessa nova era

eu sou um músico soul

destarte mui fera

***

nas noites bem frias

envolva-me em teus abraços

co'a tua cantoria

***

são tantos gemidos

sem agasalhos no inverno

tombam os mais sofridos

***

nós seres humanos

correspondemos ao modo

sus gregoriano

***

oh! doce luar

que clareia noite e dia

vem me consolar

***

oh! doce sabor

qu'embebeda a minha alma

ouve o meu clamor

***

nasci leonino

no dia treze de agosto

um lindo menino

***

assim qu'eu morrer

não gastem um só vintém

pra me socorrer

***

a pomba pesquisa

esperando a poetisa

a sentir uma brisa

***

no sol escaldante

a pomba revela a tromba

na sombra adiante

***

vendo o azul do mar

a pomba tirou uma onda

quis se bronzear

***

pra ser diretor

neves e os vis enchem o saco

do tal senador

***

a terra era boa

cultivada pelos índios

a mata e a lagoa

***

 com mil artimanhas

as cobras engolem os sapos

logo de manhã

***

 pagar os impostos

logo no primeiro mês

traz tanto desgosto

***

nos dias mais quentes

do verão em meu sertão

são tão crepitantes

***

de tanto compor

melodias na colina

meu canto de dor

***

totalmente só

mergulhei na imensidão

por viver tão-só

***

pode ser suplício

ao fazer um sacrifício

num tal precipício

***

bela poesia

tu escreveste para o mar

doce maresia

***

viva a poesia

no mais belo sentimento

linda fantasia

***

no fundo do mar

a visão é cristalina

qual aves no ar

***

ouvir e escrever

cadências em modo dórico

nem sei descrever

***

navios no cais

aproam prum mar sereno

'squadra de haikais

***

 

Pacco



Pacco *01h38





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