Tartarugas

 

Tartarugas  inocentes...

Vão à praia  desovar...

Mas os tais inconscientes

Querem os ovos  devorar!

 

Já contratam uns delinquentes,

Pro habitat  assassinar...

Seus filhotes mais recentes,

No resgate  exterminar!...

 

Quando entopem as mil sacolas,

P'ra levar pros estrangeiros...

Levam Mulas...... Padiolas......

 

Pros Famintos  desordeiros!...

Que o Brasil não deu escola

Nem 'sperança aos brasileiros!

 

Paulo Costa



Pacco *18h25






...Uns belos Cantos

 

Tu és u'a rosa nesse encanto...

Bem aqui neste Recanto...

Solfejando um lindo canto...

(Para adocicar meu pranto).

Que vagueia pelos cantos

P'ra 'squecer os desencantos... 

Vou cantando este acalanto,

Vendo as flores do amaranto...

... E canto de tanto encanto

No Recanto  uns belos Cantos!

 

Paulo Costa



Pacco *04h04






Co'afeto nas ilusões


O que direi, sinceramente...,

Se a onda, cá, serena a mente,

Em minh'alma  na ilusão?

Eu sonhei, ah!... Como sonhei!...

Tresnoutado quando te amei...

 Vendo u'a enorme sedução!


O que direi, serenamente...,

Enfronhado na árdua mente,

Co'afeto nas ilusões?...

Simplesmente, quando eu a via,

Quanta alegria  qu'eu sentia...

 Ardorosas sensações!


Tua fronte é um versejar d'amores,

A iluminar as belas flores...

Como u'a doce Cigarrinha.

Não diria o que não sabia,

Mergulhar  era o qu'eu queria...

 Nos teus beijos de Andorinha!

 

Pacco



Pacco *16h50






Nesta noite!...

 

Olá, pessoas do bem!...

Pessoas do mal  também!

E as que adoram o açoite...

Nesta ardorosa noite!...



Pacco *15h46






 Doidivanas

 

O espectro d'alma na areia...,

Em largas ondas profanas...

Onde o Sol  jamais clareia,

Tu'as mantilhas doidivanas!

 

Paulo Costa



Pacco *03h46






Violeta

 

  A coisa vai ficar preta

Pro Romeu  co'a Julieta;

Por ter dado u'a cacholeta...

Na bendita Violeta!

 

Paulo Costa



Pacco *01h38






Zen

 

Tem

Grei

Sem

Rei?

 

Nem

Lei...

Bem

Sei!

 

Zen

É

Quem

 

Rés

Em

Pé!

 

(Lenna)



Pacco *02h54






Passado, presente e futuro

 

O futuro  é o nosso atual presente.

O passado  é o nosso presente ausente.

Mesmo que o passado esteja ausente em nosso presente...

No entanto, inspira nossas emoções.

 

Paulo Costa



Pacco *02h52






Vevé

 

Foi no dia dezenove de março, 

Justamente no dia de São José...

Que nasceu minha querida Vevé!...

E trouxe do universo um doce abraço.

 

Foi na bela cidade de União...

Que a batizaram de Maria José;

Logo se tornou a amada Mazé!...

E encantou Adrião e Anunciação.

 

Co'amor, minha madrinha veio ao mundo,

Como a brisa nu'a melodia calma...

Espalhando esse amor, qu'é tão profundo...

 

Resplandecente como a estrela-d'alva...

A magia desse encanto  oriundo...

Segredos no infinito de su'alma.

 

Paulo Costa



Pacco *17h37






Seus versos

 

Seus versos são transparentes,

Muito embora, reluzentes...

De beleza e muita cor.

São estrofes deslumbrantes,

Co'a harmonia exuberante, 

Que embevece todo ardor.

 

Paulo Costa



Pacco *17h23






Gueixa

 

Passei a noite a rolar...

Desmedido de desejos...

Sinto falta dos teus beijos,

Em teus braços me enrolar.

Ao lembrar do teu olhar...

Vejo a luz na imensidade;

Quase morro de saudade,

No aljofar de maresia...,

Choro triste em demasia,

Já não posso controlar!

 

A vagar nos teus encantos,

Vendo o céu azul-marinho...

Repouso em teus belos cantos,

Como um leve passarinho.

Na floresta onde passeio,

Deslumbrado em devaneio...

Vou 'screvendo u'a poesia,

Suspirando as belas flores...

Revelando os meus amores,

Numa eterrrrrrrna Fantasia!

 

Nunca fiz versos pro inverno,

Mas já fiz pra primavera;

Era u'a linda atmosfera,

Quando via o lado interno...

Suplicava ao Sol, fraterno, 

A levar-me pra euforia.

Quando a gueixa se exibia,

Devorava meus amores... 

Debruçava sobre as flores, 

Num desnudo beijo eterno.

 

Já deixava em sua madeixa...,

Os mais doces versos d'alma;

Saíam de minhas palmas,

Quando amava a bela gueixa;

Desgustava aquela ameixa...

Qu'é tãoooo doce como mel!...

Cresce o brilho do androceu,

Nos segredos da donzela...

Quando passa a passarela..., 

Belos Cantos  ela deixa!

 

Paulo Costa



Pacco *11h49






Temerários

 

Nos temerários tempos temerosos,

A cultura cultuava o cultor...

Em florida glória, ao ver gloriosos

Escritos no escritório d'um escritor.

 

Paulo Costa



Pacco *18h43






O Cordeiro

 

Felicidade é o que ouço e o que sinto agora...

Vendo a luz do Cordeiro entre os pilares brancos,

Refletindo Sua imagem em todos os cantos...

Como o Sol sobre o mármore que em mim incorpora!

 

Paulo Costa



Pacco *12h22






O Muque

 

O Lula mostrou seu muque...

P'ra galera no Senado!...

Criatura tal qual Hulk...

Mas que gesto indelicado!

 

O Lula mostrou o veneno...

Da assombrosa caravana!...

"Meu dedo só é  pequeno...

Ó! O tamanho da banana!"

 

Oh! Meu Deus, que mor pecado...

Destruir a abjeção...

Vai matar os condenados...

 

Revoltado co'a agressão?!

"Que se "dane" o consulado...

Vou explodir TOD'A NAÇÃO!"

 

Paulo Costa



Pacco *12h20






Sinal-da-cruz

 

S'eu quiser comer cuscuz,

Vou comprar o da vizinha...

Mas farei o sinal-da-cruz,

E dizer qu'é u'a belezinha.

 

P'ra comer um bom cuscuz,

Nem preciso usar talher;

Se for feito co' alcaçuz...

Como mesmo é co'a colher.

 

Se o tempero na cozinha...

É aquele que me seduz...

Acrescento u'a cajazinha,

 

Acendendo o quebra-luz.

Mas, s'ela 'stiver sozinha...

Deixarei só meia-luz!

 

Paulo Costa

 

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Se for // Será!

 

Se for lágrima... Que seja d'amor...

Para banhar noss'alma de alegria!

Se for tristeza... Que venha essa dor...

A dor que nos renova a cada dia!...

 

Se for por prazer... Que seja tão nosso...

Quando deslumbrarmos sonhos formosos.

Se for de dor... Sim! Que seja d'amar...

Sentir o encanto nas ondas do mar.

 

Se for lágrima... Oh! Que seja a minha!

A navegar num canto d'uma andorinha.

Se for sorriso... Ah!... Que seja o teu!...

Para em meus braços te amar no apogeu!

 

Se for insônia..... Que seja por ti!... 

Mesmo sonhando  não vou resistir.

Se for verdade... Que haja emoção...

Qu'essa luz resplandeça n'amplidão...

 

Se for Sol... Que aqueça teu coração...

P'ra revelar minha doce mor paixão!

E se for chuva... Que leve noss'alma

A velejar no céu  co'a estrela d'alva!

 

Maria Elise // Paulo Costa



Pacco *12h19






Bacanal

 

Nunca ouvi u'a só fofoca,

Que não fosse tão banal;

Sem falar da vil potoca,

Quando o assunto é bacanal.

 

Paulo Costa



Pacco *02h54






Mais nada

 

Não vejo mais nada

Qu'eu possa sonhar...

Nem mesmo a jornada

Quis mais m'enfronhar.

 

Na guerra sagrada,

Onde eu caminhar...

Nem mesmo a granada

Vai mais me arranhar.

 

Foi na madrugada,

Qu'eu pude arrulhar;

Naquela congada,

Qu'eu quis mergulhar.

 

Na grande morada,

Quando m'embrenhar...

Na doce alvorada,

Não vou desgrenhar.

 

Paulo Costa



Pacco *15h30






Mulher

 

Mulher é como a flor da Natureza...

Adornada de encantos, como as aves...

E manifesta um aroma tão suave...,

A exalar em minh'alma, essa beleza.

 

Paulo Costa



Pacco *01h58






A cor do amor!

 

No amor tem a sua dor,

Como também a sua cor...

A cor do amor!

E nas devesas desse amor,

A poesia adorna a flor  

Toda essa dor...

 

* (Com palavras de amor!)

 

Paulo Costa



Pacco *03h12






Nesta janela

 

Ah! Como é bom te amar nesta janela...

Vendo a estrela a brilhar no azul dossel...

A mesma luz d'outrora  d'uma donzela...

Ao desnudar o véu  que encanta o céu!

 

Pacco



Pacco *03h10






Violeta na janela

 

Oh!... Violeta na janela,

Quando a vejo desfolhar...

Trago um afago pra donzela,

Vendo a luz do seu olhar.

 

Violeta é tal qual donzela,

Tão formosa e mui amada;

Vou esposá-la na janela,

Nesta alcova perfumada.

 

Doce amada Violeta...

Tu és tão bela Cinderela;

Sou Romeu, tu és Julieta...

Na orvalhada passarela.

 

Oh!... Violeta na janela...

Para sempre vou te amar.

A vagar minha caravela...

Deslumbro o azul do mar!


Paulo Costa



Pacco *02h32






Espumas

 

Não sei se mereço tanto...,

Navegar no teu cantar!...

Flutuo nesse belo canto...

Sobre as espumas do mar!

 

Não sei se mereço tanto...,

Navegar no azul do mar!...

Só sei que me agrada o canto,

Do teu belo versejar!

 

Não sei se mereço tanto...,

Navegar em alto-mar!...

Inspiro todo esse encanto,

Vendo as estrelas do mar!

 

Não sei se mereço tanto...,

Navegar nesse luar!...

Mergulho de canto em canto,

Nas ondas do teu olhar!

 

Paulo Costa



Pacco *02h31






Veleidade

 

 Se a trova tem quatro versos...

Soa sempre um epigrama;

Já pensou se no universo

Só tivesse melodrama?

 

Se a trova tem quatro versos,

E exige expontaneidade...

Já pensou se no universo

Só tivesse a veleidade?

 

Paulo Costa



Pacco *05h49






Davi

 

... Nas liras da perfeição...

'Spantam todas inquietudes...

P'ra acabar co' essa aflição,

Davi toca os alaúdes!

 

Paulo Costa



Pacco *05h24





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