Castanha

 

Em te amar é só o que penso,

Dia e noite, noite e dia!...

Perco até o meu bom senso,

Quando toco u'a melodia.

 

Quando subo à montanha,

Vejo um lindo cajueiro...

Logo colho a mor castanha,

Sobre o vasto nevoeiro!

 

Paulo Costa



Pacco *12h42






Trovas

 

Lá em Brasília, mais u'a bomba

Explode a cada momento!...

Depois de u'a festa d'arromba...

Vem o descontentamento!

 

Ladrões, gravatas e turmas...

O planalto está repleto!...

Quando põem as mãos nas urnas,

O dividendo é completo!


N'alvorada da propina...

Já ecoa no arrebol...

Tangem as aves de rapina,

Dá manchete em voleibol!

 

O que é muito condenável

Nessa vida, é ver a miséria,

A fome incomensurável...

Por coroada pilhéria!

 

Duas bonecas no Senado,

Saem no tapa, pela Dilma;

U'a delas  adorna o "rabo",

A outra  pentelha e filma.

 

Nos delírios mais profundos,

Sobre ideias imorais...

Vivemos no submundo...

Entre planos infernais.


Já nem sei o qu'escrever...

Muito menos o que penso;

'Spanascar o revolver...

Ou morrer nesse consenso!


Jamais vamos lamentar...

Ai! Se for o seis, seis, seis!

Mas, quem vai juramentar,

Pelo Papa Dezesseis???


... E o coroa na galhada...

Vendo a flor de ir embora...

Deu u'a enorme gargalhada...

— "Tu tens medo da senhora?"


Mas tu eras só miragem...

No deserto, à luz do Sol;

Lá ao longe, há u'a barragem,

E muita carne-de-sol!


Ouço um mórbido suspiro

Na algazarra co'o suíno...

O patrão virou vampiro,

Quando olhou pro beduino.


Mas se o trem é "véio" demais,

Sai dos trilhos  toda hora!...

Quando encalha nos anais,

O empecilho só piora!

 

S'é de prima, a ode fina,

Que assassina a cavatina...

Eis u'a mina, qual mofina,

Sem doutrina em sonatina!


Toco a gaita e a balalaika,

E o berrante, no sertão...

Só p'ra aquela sirigaita,

Co' um turbante, no portão.


Quero ir embora deste mundo,

Deste mundo quero ir embora...

Vejo o mundo todo imundo,

Dentro e fora  desde outrora!

 

Pacco



Pacco *11h57






Promessa

 

Não quero escrever mais nada...

Nada disso me interessa!...

Vou partir pro tudo ou nada...

Antes que quebrem a promessa!

 

Paulo Costa



Pacco *10h43






Atônito

 

Espera um semita indômito...

Que o amanhã será em vão!

Quem sabe, será um atônito...

A abolir a escravidão!

 

Paulo Costa



Pacco *14h11






Rosa amarela

 

Vim beijar-te nesta janela,

Encantado co'o beija-flor...

E trago-te u'a rosa amarela,

Por beijar este trovador!

 

Paulo Costa



Pacco *13h55






Tudo

 

Tudo estará em nosso poder...,

Tudo pelo prazer d'aprender!

Tudo vai depender do querer...,

Pelo simples sabor d'entender!

 

Tudo estará em nosso poder...,

Pelo simples sabor d'aprender!

Tudo vai depender d'entender...,

Essa simples razão de querer!

 

Paulo Costa



Pacco *11h32






O Vento

 

O vento que vem bater na dura porta

Pedindo um abrigo para passar a noite...

Enche os lares co'uma adornada serenata;

Enquanto lá fora  os rumores d'açoite.

 

Paulo Costa



Pacco *11h25






Trovador

 

Oh! Doce e suave luar...

Tu vens me acariciar...

E o silêncio qu'era de dor...

Concertava o trovador!

 

Paulo Costa



Pacco *11h19






Dante

 

Quando Dante visitou o inferno...

Foi perseguido por u'a pantera...

Por um leão feroz  subalterno!...

Quem sabe não era a besta-fera.

 

Paulo Costa



Pacco *10h53






De Bach, em bar

 

'Stou cansado de viver na rua,

Tocando peças de Bach, em bar;

'Screvendo versos pr'aquela lua,

Até o dia, enfim, clarear!

 

Minh'alegria é a música...

Sem ela  não sei viver!...

Sem ela  teria dúvida,

E o desejo d'escrever!

 

Um dia, sabereis quem fui?!

Na cruel tortura de ser...

Invejado por escrever

A música que sempre flui!

 

Mas afinal... O que é poesia?...

Se não era a dor que me vencia...

Nesse turbilhão que sinto agora

Manifestado por ti  outrora!?...

 

Se as palavras fossem iguais,

As lindas notas musicais...

Só existiria hegemonia...

Até mesmo nas radicais!

 

Paulo Costa



Pacco *10h25






Quarto escuro

 

Estou num quarto escuro,

Longe da claridade...

Só vejo a liberdade...

Lograda no obscuro.

 

Paulo Costa



Pacco *10h03






A encarnação

 

A encarnação veio de Deus...

Num Homem chamado Cristo!

Se não fossem os fariseus...

Não seria tão malvisto!

 

A encenação vem do ator...

A mostrar o amor de Cristo!

Se não fosse o malfeitor...

Não seria tão benquisto!

 

Paulo Costa



Pacco *13h35






Dilúvio

 

Pecado no mundo dúbio,

Deus sentiu muita tristeza...

Vai criar outro dilúvio...

Pra acabar co'essa estreiteza!

 

Pacado no mundo dúbio,

Dilacera toda a glória...

Só havendo outro dilúvio,

Pra fazer u'a nova história!

 

Paulo Costa



Pacco *13h23






 

Sinfonia dos passarinhos

 

Sinfonia dos passarinhos no arrebol...

Soam melodias que vêm co’os raios de Sol — 

 

Anunciando um novo dia.

A aurora manifesta suaves e ledas andanças,

Em nossas vastas sensações nas lembranças,

Numa fascinante eufonia.

 

O Bem-te-vi entoa notas em Lá bemol...

Os pássaros saem dos ninhos, atrás do girassol —

Compondo cantos em liberdade.

Gorjeiam frases polifônicas, sem aritmética...

Alimentam os filhotes numa forma tão poética —

E permanente notoriedade.

 

Aqui, no alto desta colina, onde os Canarinhos

E as graciosas Andorinhas, vêm fazer seus ninhos —

Trazem no bico — ramos e flores...,

Num ad libitum bailado, flutuante e envolvente;

Sintonia nos belos cantos da natureza atinente —

Ao romper da aurora — lindas cores!...

 

As faceiras Gaivotas, ao mar, com suas asas longas...

Mergulham num voo rasante por debaixo das ondas;

E voam sobre as marés mais altas...

Predominando entre outras aves, em seu espaço aquático;

Mas aí, o Jaburu afana delas o alimento, mui simpático...

Levando o pescado das Gaivotas!

 

O Rouxinol, com seu canto lírico, gorjeia linda melodia...

Uma sonoridade inebriante, na glória de sua cantoria...

As cadências jamais esquecidas;

Vibram com todo ardor, acalentando nossos corações,

Junto co’os acordes vindo do Sol, e trazem-nos emoções

Vibrantes nas asas coloridas.

 

As Araras, com caudas reluzentes, belas e formosas...

Rubras, verdes, amarelo, azul anil, de cores extremosas,

Acalentando, todo o alvorecer...

Fazendo gracejos p’ra sua amada, exibindo o seu cantar...

Que o tempo esculpiu na linda floresta o seu trautear...

Profunda satisfação de viver.

 

O Pica-pau picota na madeira — fazendo toda a marcação;

Regendo no toc-toc, os meros compassos com precisão...

Os passarinhos saem dos ninhos — 

Nos primeiros raios de Sol... E vestem a mata de toda cor...

Pintassilgo, Curió, Tuim, Tiziu, Uirapuru, Sabiá e Beija-flor...

Na Sinfonia dos passarinhos.

 

 

Paulo Costa

 

 



Pacco *11h55






Baixaria

 

Pra acabar co'a baixaria,

E também co'a tentação...

'Screva u'a bela melodia

Nesta simples formação!

 

... E assassina a poesia...,

Por não ter um bombardão!

  Pois masturba a melodia...

 Na invernada escuridão!...

 

Paulo Costa



Pacco *14h13






Picareta

 

A Bandeira do Brasil

É a mais linda do planeta!

Mas não há um só partido,

Que não tenha picareta!

 

O coitado do servil...

Só votou em picareta!...

  Se faltar o pau-brasil...

Ergueremos na caneta!

 

Paulo Costa



Pacco *13h39






O Anticoncepcional

 

P'ra quem não se proibiu...,

Co'as madeixas da mulata...

Na esbórnia co'outras mil

Entram sempre em concordata.

 

P'ra quem não se proibiu...,

Das noites, em desatino...

Com as damas d'outros mil,

Terá sido libertino?

 

P'ra quem não se proibiu...,

Indo à festa saturnal...

Foi por isso que surgiu...

O anticoncepcional!

 

Paulo Costa



Pacco *13h27






Os Animais

 

Quando Deus fez o Universo...

Criou o Diabo e os Animais!...

Só pra ver o vil Progresso...

Flux pecados capitais!

 

A Terra é um reformatório,

Onde matam os animais...

Muitos vivem em sanatórios...

Por não serem musicais.

 

A Terra é um laboratório,

No meio do firmamento!...

Muitos vão pro purgatório

Ó meu Deus, quanto jumento!

 

Paulo Costa



Pacco *12h44






Papel de Parede - Fazenda Encantada 1440x900 [Widescreen]

Guarapó e Sarapuí

Ao Sr. Agenor Romagnolo

(7/9/1926  30/1/2010)

 

Quando vim di Santa Bárbara,

Fui batê lá im Tatuí...

No começo foi u'a "barra"...

Morá no Sarapuí!

 

Inda era um mulecote,

Mais já 'stava bem disperto;

Num fiquei di cunvescote,

P'ra oiá o campo aberto.

 

A terra era bem vermêia...

E era boa p'ra prantá!...

Quem sabe, era'um pé-di-meia,

Pra'eu não ir mais istudá.

 

Na 'scola tinha dessas coisa,

Apanhá di parmatória...

Senão, iá pará na "loisa"...

E num tinha iscapatória!

 

Don'Aninha era marvada...

Dominava toda a iscola...

P'ra insiná a tabuada...

Dava a régua na cachola!

 

P'ra iscapá da professora...

Fiz u'a longa trajetória...

Mi 'scondi junto às vassôra,

Pr'ofertá jaculatória.

 

Apanhei di parmatória,

Por tê ido na iscola...

Apanhá num era glória

Foi mió prantá acerola!

 

Despois qui prantei acerola,

Fui prantá abacaxi!...

Pensei inté prantá cebola,

P'ra vendê lá im Tatuí.

 

Mesmo qu'ela arda os zóio...

Mió qui apanhá na mão!

Nos zóio si ardê eu móio...

Nas mão vai ficá'um calão!

 

Meu pai foi no Guarapó,

Comprá terra pro meu irmão...

Nóis fumo di palitó...,

Co'o dinhêro  já na mão.

 

Nóis ficô no Guarapó,

E era tudo o qu'eu queria;

Mais, num quis prantá giló,

Porque dava muita azia.

 

Meu pai mi ajudô na roça,

Mi insinô a capiná;

Mais, fartava a tar carroça,

P'ra levá o capinzá.

 

A toicêra era gigante,

E fez calo im duas mão;

Nóis levô  tudo na ponte,

Num sobrô nada no chão!

 

Na fazenda do alemão,

Qui ficava doutro lado...

Só prantô pé de mamão,

Mais já tinha muito gado...

 

Ficou muito indignado,

E foi muito indelicado.

No galope acelerado...

Foi chamá seu agregado.

 

Ele veio dá um sermão,

Co'um jeito bem debochado,

Mais eu disse pro meu irmão,

Qui o alemão era fechado.

 

Nóis queimemo aquele mato,

P'ra ispantá as muriçoca...

Vi inté um gato-do-mato  

Corrê junto da palhoça.

 

Queimei toda aquela joça,

P'ra evitá mar-entendido...

Num sobrô u'a muriçoca,

P'ra zuní nos meu zovido.

 

Num demorô muito tempo...

Era o rei do abacaxi!...

P'ra ficá no passatempo...

Brincava co'o macuxi.

 

Prantei u'a jabuticaba,

Qui era doce como quê...

Truxe lá de Sorocaba,

U'as semente p'ra vendê!

 

Foi co'a venda das semente,

Qui comprei meu caminhão...

Transportava muita gente,

P'ra ajudá na prantação!

 

Todo dia ia no coreto...

Dava vorta im toda a praça;

E ficava bem discreto...

Dan-duma di boa-praça.

 

Tive um Ford vinte e nove,

Mais só andava na cidade;

Nesse, eu num levava couve...

Porque era u'a raridade!

 

Quando ia no cinema,

Ia todo perfumado...

Às vêiz, passava alfazema,

E ficava bem animado.

 

Conheci u'a italiana,

Bunita, qui nem mudelo...

Mais era u'a brasiliana,

E era lindo o seu cabelo...



Pacco *18h23






Quando namorava a Serma,

Mi incontrava lá na igreja;

Nóis ficava oiando as erva...

E as mor coruja-di-igreja!

 

Assim, qui casei co'a Serma,

Nóis tivemo a Madalena...

Gostava d'uma água terma...

E já ouvia as cantilena.

 

Na época di São João,

Nóis fazia u'a grande festa,

E brincava co'os irmão...

P'ra vê qual era a mor testa.

 

Fui no Banco do Brasí,

Pegá letra p'ra prantá...

Fiquei lá no peitorí ,

Ouvindo u'a muié cantá...

 

... E cantava tão afinada,

Qu'incantava a crientela;

Fora, aquela buzinada...

Parecia u'a tarantela.

 

Foi prantando melancia,

Qui comprei minha fazenda;

Mais foi só brurocracia...

Demorei tê posto à venda!

 

Quando prantei melancia...

Deu um inorme vendavá;

Nunca vi u'a ventania...

Qui pôis tudo p'ra daná!

 

Foi um forte vendavá...

E istragô toda a coieita;

Num sobrô nem o miará...

Só pudia ser "coisa" feita!

 

Deu u'a chuva tão violenta...

Qui foi lá nas profundeza;

Nóis comia só pulenta,

E acabô nossa riqueza!...

 

Mais, o Banco dos inábil...

Se apossô da nossa terra...

Levô nóis tudo no lábil,

Dizendo qui nóis já era!...

 

O Banco num quis sabê...

O qui tinha acontecido...

Mais queria, era vendê

Pros colega, bem-nascido.

 

Quando dero a mar nutícia,

Eu 'stava na camarinha...

Dissero qui a tar pulícia

Ia tirá nóis da terrinha.

 

Foi u'a triste aceitação,

intregá minha fazendinha...

Prantá, todo aquele chão,

Só sobrô duas casinha!!

 

Ao oiá pr'aquele pasto...,

Só si ouvia u'a grande troça;

Dos "amigo", bem nefasto...

Por ficá co'a minha roça!

 

Nóis devia lá pro Banco,

E não tinha o qui fazê;

Mais aos tranco e barranco,

Pudemo sobrevivê!

 

Agora sô apusentado!...

Já num ligo mais p'ra terra;

Eu só vim dá essi recado...

E dizê qui a história incerra!

 

Paulo Costa



Pacco *17h59






Puro sentimento

 

Vendo teu semblante em pranto,

 Co'a chuva  desço a rolar!...

 E trago-te um belo canto...

Para nunca mais chorar!

 

Ao lembrar daquela chuva,

Que afogava aquela flor...

Fui pegar um guarda-chuva,

Um poema e um beija-flor!

 

Teu sorriso iluminava

O meu ledo pensamento!...

Na canção, eu solfejava...

 

Um encantado movimento!...

Na cadência que ecoava

O mais puro sentimento!

 

Paulo Costa



Pacco *07h15






A Pipoca

 

A pipoca quando salta...

É avisando qu'está boa;

Muitas dão u'a vira volta,

Bem no meio da garoa...

 

Ou cai dentro d'água fria,

Tal qual sapo na lagoa...

  Quando espia o boia-fria

No chamego co'a patroa.

 

Paulo Costa



Pacco *06h14






O sol vem do mar 

 

O sol vem do mar, co'as águas cristalinas;

 Clareia as névoas no invólucro da Terra...

Banhando os rios, os lagos e as salinas...

Colorindo as flores, e as aves  na serra...

 

Paulo Costa



Pacco *04h48






Longa estrada

 

Se o sol ilumina a alegre aurora...

 Nos belos campos de margaridas...

No versejar d'uma linda senhora,

Na longa estrada será acolhida.

 

Paulo Costa



Pacco *04h36





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