Estrelas

 

Vagueio sobre os abrolhos...

Neste olhar que afaga o pranto;

Que harmoniza tanto encanto,

Vendo o brilho dos teus olhos.

Sobre as ondas nos escolhos,

Teu poema é divinal!...

Soa u'a escala musical...

Na mais bela inspiração!...

Nessa trilha da emoção...

Vejo estrelas em teus olhos!

 

Paulo Costa



Pacco *12h51






 Arcanjos

 

 

 

O Universo está florido,

Celebrando o Aniversário

Dos Arcanjos mais queridos...

C'outros anjos voluntários!

Os Arcanjos: São Miguel,

Gabriel..., São Rafael.

Ouço cânticos tão belos... 

Na encantada estratosfera...

Qu'é tão doce Primavera...  

 

 

A cantar com lindos Cellos.

 

 

 

 

 

Defendei-nos do Dragão...

Oh!... Espada poderosa!...

E os que zombam da canção,

Dessa fonte milagrosa.

Protegei-nos desse abismo, 

Do demônio co' esnobismo

Oh! Arcanjos caridosos!... 

Oh! Benditos mui amados!... 

Parabéns, bem-aventurados!... 

 

E aos cantores mui saudosos!

 

Paulo Costa

 

 



Pacco *00h20






Palavrão

 

Malditos!... podem xingar...

O mais lasso Palavrão!...

Só não vão choramingar,

No sepulcro Caldeirão.

 

Jamais seguirei a Besta...

Nem tampouco o mor Dragão!...

Quem tiver o sinal na testa,

Esse vai ganhar o perdão!

 

No dia do julgamento...

Só haverá muita tristeza...

Vai soar um mor lamento,

 

Nas ermidas co'a impureza.

Quem não leu os Mandamentos,

Vai tombar co' essa "nobreza"!

 

Paulo Costa



Pacco *13h01






Triste ilusão

 

As lágrimas são reflexo

Do mais puro sentimento!...

Mas nem tudo é tão perplexo,

Como um certo sofrimento!

 

Navegando em névoa escura,

Reflete u'a triste ilusão...

Quando tombam na loucura

Encontram o "funéreo chão"!

 

Paulo Costa



Pacco *12h40






Artrite

 

Todos tombam na madeira,

Quando escrevo uma Suíte;

Soa sempre u'a choradeira...

Dizem até que têm artrite!

 

Nunca 'screvo de bobeira,

Quando faço uma Suíte...

Soa sempre u'a "quebradeira",

Como um trom de dinamite!

 

Escrevi prum bom quinteto

Mas ninguém quer se arriscar;

É que um membro do "sexteto",

Também tem que improvisar!

 

Paulo Costa



Pacco *12h30






Os imortais

 

Nos delírios mais profundos,

Sobre ideias imorais...

Vivemos no submundo...

Entre planos infernais.

 

Na contagem regressiva,

— Ouvirão enormes ais...

Por ficarem na ofensiva...

— Criticando os imortais.

 

Na contagem regressiva,

— Tocarão sete metais...

Não farão u'a defensiva,

Por matarem os animais.

 

Na contagem regressiva,

Tocarão sete trombetas...

Não terão u'a alternativa...

Vão ferrar os mor capetas!

 

Pacco



Pacco *12h07






Nice Shanna

 

Tem um bairro em Salvador,

O mais velho da cidade;

Os que têm terceira idade,

Já elegeram um senador.

Mas o tal governador,

Teve um impasse co'o prefeito;

Que queria mais respeito,

Co'a mais nova deputada

Que levou a mor paulada,

Por comprar um vereador!

 

No comício da Erenice,

Deu u'a enorme confusão;

Não fizeram u'a concessão,

Co'o suplente, qu'era vice.

No sermão — o padre disse:

— "Eleitor de Pau Miúdo...

Não adianta ser peitudo!...

Já meteram o pau na Shanna...

Trocam votos por banana! (...)".

Isto é tudo invencionice!?

 

Paulo Costa



Pacco *16h36






 Poema da Música

 

Este poema com protofonia,

Tético, que nos faz crescer...

Traz consigo toda a harmonia;

Maior beleza não se pode ver.

  

Divina Música cromofônica,

Arte-mor que no mundo impera,

Harmoniosa cadência polifônica,

Compondo a "Música das Esferas".

 

Notas que nos ligamos

Nas ligaduras das casas separadas

Em duplos pontos de aumento?...

Dobrando e desdobrando compassos,

Dobrados e alargados largos.

 

Cadenciamos uma melodia efêmera...

Com Breves, com Fusas figuras curvas.

Ritmamos os ritmados compassos

E fermatamos na pausa do silêncio...

No silêncio que alonga a longa espera.

  

Ó Música bela que nos faz levitar...

Ó Música amada que nos faz sonhar...

Ó Música ardente que nos faz chorar...

Ó Música majestosa que nos faz delirar!

 

no Sol nascente que se sente quente...

Deslumbra a consonante impressionante.

O tom remi-la o elevário trilo e mordente...

Mordente que dissona a ondulada ardente.

   

Naquele ad libitum concerto da ópera oscilante,

Jorraram desconcertantes frases dissonantes...

Na ressonância com discordante consonância...

A Sinfonia se encanta na linguagem da Melodia,

Na linguagem da Harmonia que fascina a Fantasia.

  

Si, Mi Ré Fá Lá Dó Sol, que realiza a elevada proeza 

Na imensidão d’uma ilusão que invade tanta beleza.

A Melodia, em andamento solene, sonora e graciosa

Valsa, Balada, Cantata, nostálgica e Poética Serenata...

Profunda Sonata ao Luar, Prelúdios e Fugas de Bach.

 

Mi Fá Lá  das notas que marcaram os tempos fracos...  

Tempo Acéfalo, Anacrúsico em antecipados compassos;

Mozarteamos com a Flauta Mágica deslumbrantemente...  

Mi Ré  fletem emoções resplandecentes e envolventes...

Si Ré harmonizam com Fusas e Semifusas figuras confusas.

 

Paulo Costa



Pacco *23h29






 

Tinteiro de lágrimas

 

Ao meu Sagui — “galotinho” Freud.

 

Chora o meu tinteiro de lágrimas, sobre estes versos...  

Como raízes apertando meu peito... 

Sangrando o fel de amargura,

Por ouvir o eco do teu chamado — meu “galotinho”!

 

Tua melodia inda corre em minhas veias,  

Para suprir a dor que dilacera minh’alma...

  

Mas, de onde vieste tu, tão pequenino —  

Em meus braços, pedindo um carinho,  

Pedindo um abraço?

 

Quando apertava meu braço por ser somente teu... 

Deixou tua marca e de teus ancestrais...  

Unindo-nos no universo, entrelaçados aos teus laços.

 

Inda sinto em meu ombro a leveza de teus passos —  

Pra lá e pra cá... Massageando o meu sofrer...   

Afagando meu cabelo, me chamando pra brincar!

 

Se pudesse descrever esta dor que sinto agora...

Cravaria nesta pedra todas as minhas lágrimas,

Para revelar a saudade que sinto em meu peito.

 

São ondas quebrando em meu rosto, e caem sobre meu peito,

Assim, à toa..., por senti-lo ainda bem juntinho de mim —

Apagando a minha dor.  

 

Meu tinteiro de lágrimas... a derramar sobre este chão...

Vai sangrando o meu pobre coração!...

 

Escrevo este poema com lágrimas nos olhos,

Enquanto desenho teu nome — meu “galotinho”! 

 

Paulo Costa



Pacco *14h38





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