Papel de Parede - Piano 1280x1024

Inovou Bach

 

Se minha trova é sincopada,

Na batuta em dois por dois...

Ponho u'a mínima pontuada...

— U'a tercina p'ra depois.

 

Temperaram a velha escala

Modo eólio — inovou Bach...

Muito usada por De Falla,

— P'ra ensinar o bê-á-bá.

 

Na cultura dos ancestres,

— Encapelada aptidão...

Aprendendo co'os ilustres,

 

Regozijo na canção...

Estudar co'os velhos mestres,

Vou 'screvendo n'amplidão!

 

Paulo Costa



Pacco *12h11






A galera

 

"Pra vivermos nova era..."

Não nos devemos drogar!...

Mas, nem sei por que a galera,

— Gosta tanto de arrogar!

 

Gosta tanto de arrogar!...

No baseado e no pó...

Que um dia, vai se afogar...

— De tanto cheirar “loló”!

 

A cocaína é um veneno...,

Vai matando, pouco a pouco;

Torna o homem tão pequeno,

 

— A ponto de ficar louco!

Por querer ficar “sereno”...

Vai viver num calabouço!

 

Paulo Costa



Pacco *16h24






Papel de Parede - Anjo Morto 1280x1024

O defunto

 

Fui chegando ao cemitério...

— Vi u’a triste multidão...

Meu Deus, qual será o mistério,

Dessa enorme procissão?

 

Bem na entrada do velório,

Colocaram um segurança...

— P’ra cuidar do território,

E evitar u’a mor lambança.

 

Vendo aquela confusão...

D’um sujeito tão “bacana”...

Deram logo a extrema-unção,

— Glória a Deus e à caravana!

 

No cortejo do defunto...

Homens tombam em seu louvor;

Venerando o Seu presunto...

— Suportando seu “olor”.

 

O defunto era tão rico...,

Que comprou toda a cidade...

E mandou ‘specar o lírico,

Por causa de sua deidade.

 

O defunto era malvado,

Não gostava de ninguém...

Mas se achava mui louvado,

Por comer — só no moquém.

 

Quando levavam o defunto,

Para u’a cova de granito...

Logo viram outro bestunto,

Escondido no arenito!...ºº°~

 

O animal era grotesco,

Só se ouvia o seu chiar...

Parecia bem dantesco...

Um lacrau de arrepiar! 

 

Quando olharam seu caixão,

P’ra saber o que era aquilo...

Tinha um enorme escorpião,

Que pesava quase um quilo.

 

O veneno do defunto... —

Conquistou o pobre animal...

Co’o ferrão — ficou bem junto,

Com’um espectro canibal.

 

O coitado do defunto,

Nem pode assenhorear...

O animal nem deu assunto,

Para enfim — saborear.

 

O defunto estava fresco...

Deram um jeito de aferrar —

Junto ao quadro pitoresco...

Mas tiveram qu’enterrar!

 

Quando o padre deu a bênção,

Sacudindo a água benta...,

Foi uma enorme agitação...

— Só sobrou a pobre venta!

 

Paulo Costa



Pacco *13h12






Papel de Parede - Fogo 1600x1200

“Cabô o gáis”

 

Meu feijão tava no fogo...

Já num tinha o qui fazê;

Daqui a pôco chega o povo,

— O qui é qui vão cumê?...

 

Meu feijão istava duro...

Num deu tempo — amulecê;

Inda bem qui tem pão duro,

Qu’é pro bucho — arrezorvê!

 

Quando o diacho desse forno,

— Inventô di fumaçá...

Eu pedi p’ra esse corno,

Dá um jeito di arrumá...

 

Cumpádi, ele é priguiçoso,

Só inténdi di cuchilá!...

Pois num vai cumê nem osso...

— P’ra aprendê a cuzinhá.

 

Levanta e vai buscá lenha...

— Na beira do igarapé...

Apruveita e tráis a Lena,

P’ra ajudá fazê o café...

 

Anda logo co’esse trem... —

Qu’eu já tô di saco cheio!...

Pois cês vão comê o xerém,

Qu’eu num quero nada alheio!

 

Paulo Costa



Pacco *17h23






Ó triste imensidão — de pó, inglória...

 

Já não posso sonhar — falar d’amor...

Se o influxo à desventura é a maldade...

— Transgride o açoite na calamidade...

Adornado por vós — cheio d’horror!

 

Quisera eu — poder falar d’amor...

Dos pássaros em plena liberdade...

Mesmo a chorar no manto, de saudade,

Por cravarem a espada no Redentor!

 

Quem sois vós para irradiar o verso,

No tresloucar do vendaval, na escória...

Do rijo tão mesquinho e tão reverso!?!

 

Ó triste imensidão — de pó, inglória...

Oh! Pai... Onipotente no Universo...

— D’onde virá o Amor e toda a Glória?

 

Paulo Costa



Pacco *13h52






Papel de Parede - Tradição de Páscoa 1280x1024

O Bom Coelhinho

 

O Bom Coelhinho da Páscoa,

Trouxe uma cesta de bombom...

Não ‘squeceu d’uma só pessoa...

— Que ofertou seu moletom.

 

Bem-aventurados — irmãos...

Que oferecem um edredom!

Tiram as crianças do caos —

As que ainda usam pompom.

 

Dai-lhes u’a oportunidade

De encontrar no mundo a Paz...

... O Amor..., e a Felicidade!

 

O Coelhinho perspicaz...

Voltará com a divindade...

— Para unificar a Paz!!!

 

Paulo Costa



Pacco *15h22






As duas aves

 

Hoje, escrevi uma canção,

Com quatro bemóis na clave;

Quando ouvi duas lindas aves...

— Solfejavam um só refrão.

 

Na margem do ribeirão...

Gorjeavam um som suave;

U’a delas cantava grave —

Co’o bordão do meu violão.

 

Era uma pomba e um sabiá,

— Trinando na laranjeira...

Oh!... Voaram bem pra cá —

 

Junto a minha cabeceira...

Soltaram cantos no ar... —

Mas... se foram p’ra aroeira!

 

Paulo Costa



Pacco *15h17






A gaúcha

 

Se a gaúcha fosse a Xuxa...

— Eu dançava uma balada.

Já pensou se ela me puxa,

Nessa coda bem bolada?!?

 

Quando lembro da gaúcha

Rebolando no fogão... —

Pego logo a minha bucha,

P’ra socar nesse canhão...

 

Vou limpar esta garrucha,

E ‘squecer que tenho oitenta...

Depois vou tomar u’a ducha,

 

P’ra sair desta tormenta...

Se a gaúcha virar bruxa... —

Vai ‘sconder minha ferramenta!

 

Paulo Costa



Pacco *15h13






Papel de Parede - Âmbar e carvão 1024x768

Carvão-de-pedra

 

Pescada assada na pedra...

Vai pro bucho — alimentar;

Se faltar carvão-de-pedra...,

No isqueiro vou ‘squentar!

 

E..., se der p’ra acrescentar

U’a garoupa e u’a matrinxã...

— Pode até experimentar...,

Mas não deixe p’ra manhã!

 

Se não der p’ra aferventar

— Neste imenso caldeirão...

Certamente, vou cuidar —

 

Do pão co’o manjericão...

E deixá-la degustar... —

Meu peixe assar no fogão!

 

Paulo Costa



Pacco *15h08






Papel de Parede - Partitura 1024x768

Sete sustenidos

 

‘Screvi uma Fantasia,

Com sete sustenidos...

Revela u’a hegemonia,

Nas ondas dos sentidos.

 

Transpus a melodia —

Pro eólio — Lá menor;

U’a tênue ‘scala guia,

E assim tocar de cor.

 

No modo mixolídio,

Pus três variações...

E usei o modo lídio —

 

Pro baixo e bombardões...

Dei pausa em modo frígio,

P’ra não soar — tensões!...

 

Paulo Costa



Pacco *15h02





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