JÁ VERSOS JÁ

 

Já me questionaram, murmuraram e criticaram...

Já me forjaram, me acusaram, me humilharam...

Já me surraram, me pisaram, abandonaram...

Já me cegaram, me usaram e me gozaram!

 

Já me torturaram, me odiaram, me xingaram...

Já me zombaram, e como, "Cegos", me ignoraram!

Já me embebedaram, me afogaram, maltrataram...

Já me tocaram, me esfolaram e me isolaram!

 

Já me aplaudiram, lisonjearam e me ampararam...

Já me beijaram, me abraçaram..... E, até me amaram!

Também já me vaiaram e, de tão "Surdos", me reprovaram!

Já me tentaram, ostentaram e se enganaram!

  

Já me infernizaram, me sugaram e me caluniaram!...

Já me "crucificaram" e me Ri-di-cu-la-ri-za-ram...

E como, "Loucos"... Me julgaram e me condenaram!...

Mas..... Nunca me derrotaram!!!

 

Paulo Costa



Pacco *08h54






Papel de Parede - Pegadas na Areia 1024x768

 

Cativeiro da sumidade

 

Cruzado estareis nos cruzeiros

Em vossa insânia crueldade,

Orbitado sobre os coqueiros,

No cativeiro da sumidade.

 

As marcas deixadas na areia

Do deserto, que o vento soprou

As ondas despojadas na praia...

Na deriva a corrente que coou.

 

Ficaram somente as lembranças

Daquela tempestade cálida,

Onde naufragastes co’a esperança

Errante — na deidade pálida!...

 

E quando fordes ao pó se cobrir...

Enterrai vossa promiscuidade

Na encosta, que irá exaurir

O augusto da alteridade.

 

Paulo Costa

______________________________________________

 

Minh'alma sob chamas

 

Fincaram no meu aberto peito...

U’a mor ‘spada afiada, em meu leito —

Atravessava minh’alma.

Sofri na assombrosa desventura,

Co’um punhal cravado na cultura,

E uma voz dizia: "Calma!"

 

— "Tu estás na amplidão dos ares...

E revolta os desmancha-prazeres —

Nos sorvedoiros da morte.

Cantes as luminosas músicas

Aos reis aflitos; ofertes exéquias —

Presenteies réquiem em coortes!"

 

Nesses mausoléus, que a dor sufoca...

Quando o tempo escurece na broca —

Programando a liberdade...

Vejo em tod’os lados... A lousa

A cobrir-me de tredos — sem pausa —

Privando a felicidade.

 

Se ao menos pudesse reivindicar

Os meus concertos, e centuplicar

Os meus ávidos poemas...

Contemplaria na mor plenitude,

Todos os versos que, na virtude...,

Inspirei-me sob chamas.

 

Paulo Costa



Pacco *08h18






Papel de Parede - Bolhas azuis 1280x1024

Ex-combatentes de rumores...

 

Quando inspirado... Crio: Sete e algo mais...

Para centuplicar a harmonia em Jazz —

Adornando todo o som!

Se vierem com u’a simples melodia...

Serão enquadrados na cacofonia,

E se perderão no tom.

 

Na protofonia que envolve a harmonia,

Nos elevários — sofrerão a’gonia —

Por não terem o que ‘screver.

Pautas em branco, não soará um só som!...

Tombarão nas variações de semitom —

Os pompiers no antever!

 

A tormenta que envolve o ‘snobismo...

Deprimentes se lançam nos abismos —

Revela u’a mor tristeza!...

Avante!... Ex-combatentes de rumores...

Na batuta — reunindo os amores —

D’onde nasce a beleza!

 

Não me venham escrevendo com arrojo...

A divina decadência — é só um nojo!...

— Nos longos precipícios.

As cidades inundadas ao olvido...

Se perderam num escarcéu desconhecido...

E choram nos hospícios!

 

Paulo Costa



Pacco *08h12






Minha Segunda Sinfonia

 

Minha Sinfonia atordoou o condutor,

E despencou a enorme pompa de doutor,

Num sibilar atonal.

Naquela inseparável angústia que sofria...

Apunhalava os malditos "surdos" — na injúria,

Por tocarem só tonal.

  

Não culpe os insanos por não saberem tocar...

A fanfarra, sempre conglobada a açambarcar

Tua má regência em gestos.

Como podes justificar o espavorido

Aos desvairados e a si mesmo, aturdido,

Nos frouxos manifestos?

 

Sem conhecimento, sofrerás por não entender

As divisões e as cadências, por exceder

A desgrenhada ilusão.

Ilusão que o manto enrubesce o esquecimento...

E o glamour na hostilidade do emperramento —

Pertinente aberração.

 

Salieri, hipócrita....., rei dos medíocres!...

Tu és um desprezível, dos mais traidores

No estandarte do saber...

Vives no subalterno, enganando a multidão...

Fingindo ser eminente, atrás de u’a certidão,

Sem razão por obter!

 

Para vivermos u’a vida em conformidade...

Teremos que conviver co’a mor falsidade?

Co’a vil atrocidade?

As armadilhas dos mortais antepassados...

Encadearam as portas dos agigantados —

P’ra tal felicidade.

 

Minha segunda Sinfonia veio co’o vento...

Trazendo na melodia, um imenso acento

Contrário e sincopado...

Soa como a voz d’um vulcão em erupção...

Nos dias em que o vulcão está em ebulição...

Com’um trom detonado!

 

Paulo Costa

______________________________________________

 

Falsos! Anti-históricos!...

 

Minha música não é para este século!...

Sou estrangeiro atravessando obstáculo —

Por causa dos meus cantos!

Os acadêmicos não sentem os pormenores,

Como Salieri, a ficar nos arredores...

A enviar quebrantos!

 

Os gigantes anões de colarinhos-brancos...

Serpentes sórdidas d’aberração aos trancos —

P’ra ‘sconder da multidão!

Os derrotados provam seus próprios venenos, 

Tresloucando a desventura nesse comenos — 

A levar-me pr’amplidão!

 

Nas planícies de horrores, podam os belos Cantos:

Choros, Baladas, Jazz, Sinfonias!..... Em flancos —

Par’abafar o eco!

O eco soará no infinito horizonte...

Quando a juventude vir e beber na fonte

Do bardo "badameco"!

 

Por mais que tentem apagar minha música no ar...

Deus m’enviará mais Suítes — p’ra agonizar

Os ignóbeis — "surdos"!...

Que culpa tenho eu — dessa calamidade —,

Dos meus irmãos quererem a incapacidade,

Por serem cabeçudos?!

 

Sim!... Não escrevo música para agradar ‘doutor’!...

Escrevo para agradar a Deus — qu’é meu pastor

E meu protetor. Amém! 

— "Música não se faz com teorias." Que bom!...

Criam-se as regras, mas, nunca mudarão o som

Que vem do cosmo ao homem.

 

Sei que as minhas músicas não são muito fáceis!...

Elas surgem co’os cantos dos passarinhos — eis!...

Belos e românticos...

Abençoados por Deus — p’ra cantar e alegrar.

Quando ouço e ouso ‘screver, nem penso em regrar,

Como os acadêmicos!

 

Quando inspirado p’ra compor polifonia...

Encadeio maior contraste na harmonia —

Melodias imortais!

Se não estiverem entusiasmados p’ra tocar...

A orquestra esmagará os sorrateiros — n’olhar —

Regentes — não musicais!

 

Minha Música os deixa — mui inconformados...

Por não acharem as grunas, nem tampouco os Fados,

Vibrando em minha mente!...

S’eu comprasse um "tal" diploma de doutorado...

Talvez..., por um instante — tornasse dourado!...

O som da nossa gente!

 

Ah!... Se tudo na vida — fosse assim tão fácil...!

Diplomar as paredes co’a irreverência ardil...,

E especar os líricos!...

Gozar de aparência em fuga precipitada...

Só restará u’a moldura — nela ‘stampada:

Falsos! Anti-históricos!...

 

Paulo Costa

______________________________________________

 

Falsários da Liberdade

 

Nossos rios, povos, cidades e esperanças...

Só serão avaliados em época de eleição.

Os impostos recolhidos nas infindáveis alianças...

E os ais dos eleitores, nessa triste interjeição.

 

Rios transbordando os lamaçais da vergonha,

Que o bendito suposto logrou como patrimônio,

E justifica-se aos inconscientes, na carantonha...

Na cara dura, e nunca fará um só pandemônio...

 

E, para completar essa infinita incompreensão,

Com os risos estampados em fotinhos e folhetos,

E transmutando até mesmo na liga da oposição...

Nas propinas indecorosas em seus panfletos...

 

Mas, a eleição é verdadeira peregrinação,

Co’os santinhos que circulam para a cesta básica...

E farão brotar na irreal lavoura da abonação

Dos homens de bens, e homens de Deus na basílica,

 

Chorando a dor da injustiça que os acompanhará

Por toda a vida, por toda a eternidade, numa cruel

Penitência sobre a mentira e a custódia no alvará

Da vergonha, que o sorrateiro não paga um níquel.

 

Ó injustos!... Na epopeia vergonhosa da perversidade...

Falsários da liberdade em clãs de lenta miscigenação...,

Nos escombros escondidos, na improfícua desigualdade,

Que os metodistas aceitam em conformidade e adoração. 

 

Paulo Costa

______________________________________________

 

Desejo Maternal?... 

 

Viver nessa imaculada sociedade,

Entre a razão, mentira e a verdade...

É um manto social?...

Vedes a desigualdade ancorada

Na injustiça cega e desordenada...

Um desejo maternal?...

 

A lei do silêncio que nos emboca

Sob o império que a dor sufoca —

Injustiçada tunda;

Amordaçada em regimento ardente,

Do bel-prazer na dança do ocidente —

Vossa nudez corcunda.

 

Nas correntezas que vinham do Norte,

Trazendo mantos da mascarada coorte —

Soprada pelos ares...

Que um dia o falsário eternizou à glória

De liberdade — extraída por vós inglória,

Derramada a cobres.

 

Sim, os manifestos vindos do monte,

Para cá embaixo no celeiro da fonte —

Regida pelo vento...

Pelos deuses que outrora condenastes,

Irrespondivelmente sob os estandartes

Do descontentamento.

 

Mesmo que o passado esteja infecundo,

Em vossas lembranças do caos profundo,

Numa cruel tortura...

Regendo as ondas humanas, desumanas,

E amargadas em suas visões soberanas —

Sombria sepultura! 

 

Paulo Costa



Pacco *08h09





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