Papel de Parede - Punho Elétrico 1280x800 [Widescreen]

"Sonatas"!

 

Nos cegos tempos de outrora...

Que são os mesmos de agora!...

Somente burlaram as datas,

P’ra poder lograr — "sonatas"!

 

Paulo Costa



Pacco *20h35






Papel de Parede - Isolado 1920x1200 [Widescreen]

O que tenho p'ra dizer!?

 

Eu escrevo o que penso...

E nada importa saber;

E pode ser intenso

O que tenho p'ra dizer!?

 

Não pretendo ser poeta,

Muito menos ser doutor;

Nem tampouco ser profeta...

Já nasci compositor!

 

Vozes vociferadas,

Bradam às escondidas —

No desejo musical...

 

Da Breve, que reparte

A implacável Arte —

Na Música colossal!

 

Paulo Costa



Pacco *03h27






Papel de Parede - Música é meu combustível 1920x1200 [Widescreen]

Michael... "Quebrou tudo"!

 

As aves de rapina já estão à espreita!...

Tal qual vermes nos sudários nebulosos;

Vão dividir o banquete na suspeita...,

Na desfeita, na languidez dos famosos!...

 

Paulo Costa



Pacco *22h38






Às vezes...

 

Às vezes...

Confudimos o gostar com o amar.

Às vezes,

Gostamos e não somos gostados...

Às vezes,

Amamos e não somos amados...

Às vezes,

Sentimos saudade...

Saudade daqueles que,

Às vezes,

Nem lembram de nós!...

 

Às vezes,

Sentimos saudade, mas...

Também não dizemos nenhum olá,

Nenhum bom dia!...

Nem mesmo perguntamos

Como estão indo...

Indo bem na vida...

Às vezes,

Nem mesmo nos preocupamos

Com o nosso real viver...

 

Como podemos nos preocupar

Com o nosso semelhante?

 

Amar é isso?...

Por amar não vê!

Amar é gostar?

Amar o quê?

Quem?... Onde?...

Amar a sofreguidão?

O contentamento?...

A retidão em nossa ilusão?

Quem sabe?...

Nunca se sabe...

E talvez nunca saberemos!

 

Sem poema e sem razão...

Viveríamos na solidão!...

Solidão...

Onde mora a escuridão!

 

Todos somos loucos!...

— "Não sou!...

— Loucos são os "Cegos"...

Os insensatos e os pobres de espírito...

Desvairados no tempo e no vazio!...".

 

Paulo Costa



Pacco *22h03






Certa veiz, no arraiá

 

Jacaré

— Certa veiz, no arraiá da Margarida e da Rosinha...

Ieu... Nada di bôbo, fui logo mi aconchegando,

E o pió!, é qui a Margarida era muito danadinha...

E quando ôiei pro lado — veio logo mi desfrutando.

 

Seu Benedito oiô co’a cara di quem num gostô,

E já puxô a pexêra, qui é pramórde nóis casá!

Disse qui a fia dele tava reservada prum tar dotô,

E, si eu num casá... Cum ninguém mais, ia namorá.

 

Coroné Benedito é cabra da peste, valente e matadô,

Chamô um capataiz, qui é pramórde eu num corrê;

Qui o padre já tava a caminho — junto cum o ispetô...

Mais eu gosto é da Rosinha, e num sei o qui vô fazê!

 

Coroné Benedito

— Aqui, prá namorá..., num tem esse negócio di agarrá.

Aqui puressas banda, eu já capei pra lá di mêa dúzia...

Ocê bejô a Margarida, e agora num tem como iscapá!...

Ocê vai tê qui honrá, e rezá nos péis da Santa Lúcia.

 

Jacaré

— Mais, seu Benedito, eu num fiz nada co’a Margarida...!

Eu sô do beim, e sempre fui um homi respeitadô!...

Ela qui veio pra riba deu, e eu só ôiei pr’a preferida;

Só vim aqui mi divertí — tumá uns trago co’o cantadô!

 

Já andei puressas banda toda do arraiá, di riba abaixo...

Naquele igarapé, bem aculá — prantei um pé di sapotí;

Qui é pramórde quando crescê... Nóis ficá lá imbaixo...

Só ieu e a Rosinha... Pra nóis namorá e ouví o Juriti.

 

Coroné Benedito

— Deixe di cunvecê, homi... Ocê num tem o qui querê!

Minha ordem já foi decretada, só li resta uma solução;

Casá co’a minha Margarida, qui é pramórde ocê vivê...

E nunca mais bejá fia de coroné, sem pedí permissão!

 

— Os preparativo do casamento já taum arrumado; oia lá!...

Num vá fazê vexame; qui hoje arrezorví dá uma chance;

"Tiziu" é moça direita e não vá fazê disfeita; e é donzela —

Nunca namorô!... Mais num vô fazê bestêra nesse romance!

 

— Eta caboclo, hoje vai sê uma festa di arrebentá o chão.

Contratei o Zé Pituca, da sanfona, no pandêro, o Macalé,

No triângulo, o Zé Cachumba, qui é um dos mió da região...

E na zabumba esse num sei quem é — é um tar de Jacaré!

 

— Dizem qui é o mió dos zabumbêro, mió nunca si viu!...

O povo dança no ritmo do seu batuque, e sacode a puêra,

A noite intêra, até o sór raiá. Mais..., num podi dá um pio,

Pra num atrapaiá o tocadô, na hora do "Menino da portêra".

 

— A comida qui a Rosinha preparô... Qui tá pra lá di baum...

Num vai fartá ninguém nesse arraiá; e num pode dá psiu!...

Muié casada tem gosto de chumbo, e só cria animação...

Num quero causá ninhum disgosto no casamento da "Tiziu"!

 

Narrador / Rosinha

— Antes de cumeçá o casório... A Rosinha... A fia mais bela

Do severo Benedito, num gesto di emoção, clamô ao coroné:

— "O zabumbêro é o meu amado Jacaré! E não ia dizê pra ela,

Pra num maguar o seu coração!... Agora, ocê pode tirá o chapé!"

 

Coroné Benedito

— Intonce, é ocê qui é o tar do zabumbêro, e qué minha fiinha?...

Tá baum! Di hoje im diante... Tá cunvidado pra tumá café!...

Apartí di hoje, cê vai namorá, e até pudê casá co’a Rosinha...

Mais..., purin-quanto... Só namorá!... Ouviu bem, seu Jacaré?!?...

 

— Chega di cunvecê, e vamu dá início ao forrobodó!

 

Paulo Costa e Madalena Romagnolo



Pacco *00h32






Meus dois insanos amores

 

Eu tenho um macaco chamado Freud;

Um sagui — um tremendo debiloide!...

Ele deve ter vindo num asteroide...

Adora ouvir as canções de Becaud.

 

O mais destemido dos animais...

É um cachorro pintcher — chamado Igor!...

Late a noite inteira — com mor vigor...

Mas..., não os trocaria por nada mais!

 

Adoram acordar — tod’a vizinhança!...

(...) Meus insanos amores — com urgência,

Rezo pros anjos darem-me bonança...

 

Se não —, vou parar na delegacia!...

Se um belo dia, morderem u’a criança...

Não quero acordo co’advocacia!

 

Paulo Costa



Pacco *00h09






Papel de Parede - Escada da liberdade 1920x1200 [Widescreen]

Liberdade!

 

Quando chegar a hora da partida...

As dores vão passar despercebidas;

Enxugarão as mágoas nas ermidas...

Nos clarins da lânguida despedida.

 

... E, se o amor for mesmo u’a eternidade...

Viveremos na mor felicidade!...

Mas, se porventura, isso for verdade...

Com certeza, vai ser a liberdade!

 

Paulo Costa



Pacco *09h48






Almo

 

A canção, símbolo da emoção...

A paixão, vindo do coração...

Medo de crer no sofrer,

Por sentir, a paixão em Ti.

 

Sonhos em Teu ardor...

No prazer, sentir o Teu calor,

Dentro do meu coração...

Haverá uma canção.

 

Vejo o Sol se pôr no mar...

Vejo a Luz do Teu olhar...

A brilhar... A cantar... Ao luar...

 

Teu olhar ao luar, a brilhar, Senhor...

Te adorar, Senhor; Te abraçar, Senhor...

Te louvar, Senhor; a cantar, lá, iá, (...) Senhor!

 

Paulo Costa



Pacco *10h22






Senhor

 

Pensando em Ti,

Senhor,

Senhor...

Faço este canto em

Teu louvor...

Repouso em

Ti meu coração...

E serei feliz...

 

Tu és meu Pai,

Oh! Senhor...

A minha Paz;

Oh! Senhor...

Só em rever,

Posso viver,

Posso sonhar,

Senhor!

 

Com tod’o ardor,

Senhor,

Senhor...

Renascerei em

Teu Amor...

Deixo esta vida em

Tuas mãos...

E Te seguirei...

 

No caminhar,

Oh! Senhor...

Vou Te encontrar...

Oh! Senhor...

P’ra Te adorar,

Não mais sofrer,

Não mais chorar,

Senhor!

 

Paulo Costa e Madalena Romagnolo



Pacco *10h08






Cristo é viver...

 

Cristo é viver...

Eu sei que vale

A pena orar

Ao Senhor

Dos reis —

Enviado por Deus

P’ra nos salvar

E renovar nossa fé

Em nosso

Pai que,

Nos criou

P’ra louvar...

 

Cantar, tocar...

P’ra Te exaltar...

No céu, no mar

E toda terra

Clamar ao Senhor!

 

Cristo é viver...

Eu tenho muito

Amor pra louvar

Ao Senhor,

E quero sempre

Estar ao Teu lado,

Sempre Contigo

Na esperança,

Ser renovado

Em Cristo

Nosso Rei,

Nosso Pai...

 

Cantar, tocar...

P’ra Te exaltar...

No céu, no mar

E toda a terra

Louvar ao Senhor!

 

Paulo Costa e Madalena Romagnolo



Pacco *09h58






Quiálteras de quintinas

 

Lá no alto da montanha,

Onde canta o sabiá...

Passarinhos em arvoredos

Vão voando sem cessar.

 

Quiálteras de quintinas

Ressoando pelo ar...

No som da minha viola

Vão cantando sem parar.

 

Paulo Costa



Pacco *09h42






O julgamento

 

Chegando a hora do julgamento...

Não restará um só contentamento;

A não ser — o amor d’uma criança.

 

Os poderosos e descompassados,

Clamarão aos céus, mesmo calados —

Por misericórdia e esperança!...

 

Pela recompensa dos atos seus... 

Somente os anjos subirão aos Céus.

 

Paulo Costa



Pacco *16h50






Papel de Parede - Outono 1024x768

Duo’s – duetos

 

(...) Um dueto —

Matar a sede de amar...

(...) Um soneto —

A’ventura, vês no mar.

 

Duo’s amores —

Goza a felicidade...

Lindas flores —

Canção da liberdade.

 

Um carinho —

Quando disser — te quero!

Passarinho —

É quando te venero.

 

Entrelaçar —

Nossos corpos ardentes...

Esvoaçar —

Vendo estrelas cadentes.

 

Na Música —

Viajar entre as escalas...

Acústica —

Nas ondas paralelas.

 

U’a imensa luz —

No orvalho delicado...

Nos corpos nus —

Na fruta do pecado.

 

Nas pétalas —

Uma magia de amor...

E nas valas —

Escorre nosso suor.

 

Na beleza —

Pelo encanto de viver...

Co’a certeza

De te amar e escrever!

 

Na fé em Deus —

Agradecer ao Senhor —

Que ‘stá nos Céus!...

E à natureza — co’Amor!

 

Paulo Costa



Pacco *23h52






A Pantera

 

S’eu tivesse u’a margarida,

P’ra enfeitar a linda rosa...

Ia viver na mor guarida,

Co’a pantera cor de rosa.

 

Co’a pantera cor de rosa...

Ia sanar a minha ferida;

Co’ sua boca tão formosa,

Provocando u’a só lambida.

 

Vou viver co’a preferida,

Em sua alcova ardorosa;

Na hora da despedida...

Deixarei uma linda rosa.

 

S’eu adornasse a bela rosa...

P’ra alegrar minha ‘scolhida;

Ia ‘screver uma linda prosa...

P’ra acordar a adormecida.

 

Paulo Costa



Pacco *03h21






Papel de Parede - Luz da Lua 1024x768

Magia

 

Eu queria escrever uma sinfonia...

D’onde será que vem a ventania?

Se no horizonte ecoa a Fantasia...

Certamente é por causa da magia.

 

Quem me dera mergulhar nessa amplidão...

Rever a estrela-d’alva no azul do céu —

Consolando a lua sobre o mar de mel...

Donde a fragrância embevece a imensidão.

 

Paulo Costa



Pacco *03h10






Um soneto à Nuvem Branca

 

Teu sorriso é como a maresia...

Soprada pelo vento das marés;

A valsar na alegria dos ares...

Entoando u’a bela melodia.

 

Teu sorriso é doce como a brisa...

Soa u’a harmonia delicada...

Tal qual as violas na Toccata,

Desta Nuvem Branca — poetisa.

 

Tua presença sopra a ventania...

Como os astros vão voando no céu;

Num sabor de rosa — em demasia...

 

Cessas a tristeza e trazes o mel!...

Mel de louvores em poesia...

Saudando este formoso mundaréu!...

 

Paulo Costa



Pacco *02h58






Papel de Parede - Floresta 1024x768

Natureza

 

Se a natureza inda chora d’horrores...

Com certeza é por causa dos rumores!...  

Mesquinhos insultos das multidões...

Faz chorar a terra co’as maldições!...

 

Mas, quando exala o perfume das flores...

É porque ainda existem os ardores!

Por Deus ter separado os bons cantores...

Solfejam as mais belas árias de amores.

 

Pacco



Pacco *02h43






Tchau!

 

  Diz...

Quão

Vis

   São!...

 

  Cãs...

Tão

Sãs

Vão!

 

Cai

   Nau...

Sai,

 

 Uau...

  Vai!...

 Tchau!

 

 Paulo Costa



Pacco *02h24






Papel de Parede - Luz cósmica 1024x768

Universo

 

Começou uma nova era...

‘Stava escrito no universo!

Destruíram a atmosfera...

Só nos resta fazer verso!

 

Destruíram a hidrosfera...

Morreremos submersos!...

É o que quer a besta-fera —

Devastar — todo o universo!

 

Pacco



Pacco *02h19






Demente

 

Prepotente,

Descontente...

É assistente

Da serpente.

 

Com seu dente,

De repente...

Morde a gente

Novamente!

 

Pessoalmente,

Vem urgente...

Coum tridente.

 

  Certamente...

O indecente

É um demente

 

Pacco



Pacco *02h10






Papel de Parede - Terra 1024x768

Se a Terra parasse agora...

 

Se a Terra parasse agora...

Não saberia o que fazer;

Por que extinguir a flora,

S’era melhor desenvolver?!

 

Replantar, tod’a floresta...

Qu’é a razão do nosso viver...

Cantar u’a linda seresta —

P’ra amar e te ver crescer!

 

Crescer co’os lindos palmares,

Onde os passarinhos cantam —

P’ra embelezar os pomares.

 

Das lindas flores — exalam

Doces perfumes nos ares...

Onde os nossos cantos voam!...

 

Paulo Costa



Pacco *01h29






Papel de Parede - Chuva 800x600

São 03:00h da manhã!...

 

São 03:00h da manhã!...

Chove aqui — na capital;

Vai cobrir o meu quintal...

Justo agora — de manhã!

 

São 03:06h da manhã!...

Cai um forte temporal;

Vai molhar tod’o varal,

E o chão daquela cunhã!

 

São 03:10h da manhã!...

Cai um toró danado;

Será tudo alagado...

Vou rezar p’ra Inhançã!

 

São 06:00h da manhã!...

Parece um mor dilúvio...

Tietê, será um Danúbio;

(O que será o amanhã)?

 

São 10:00h da... glukº°° glukº°°

Livra-nos dessa enchente;

Não sei nadar — oxente!...

Salvem-se — quem puder!... glukº°°

 

Paulo Costa



Pacco *01h18






Papel de Parede - Fogo na clave de sol 1280x1024

Caro Tom

 

Revivo o Tom nesta canção...

Que bom... Tom!

Vens alegrar meu coração —

No som... Tom!

 

As melodias que te dei,

Comprazer...

Foram as que sonhei!...

 

Vindas do meu coração,

Sei que não foram uma ilusão!...

 

Quero que sintas o calor...

Lembrando um eterno amor...

 

P’ra quando eu for cantar...

"Luiza, eu vou te amar!"

 

(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)



Pacco *01h11






Papel de Parede - Pingos D'água 1920x1200 [Widescreen]

Chorei!...

 

Chorei! Ah! como chorei!...

Não era de dor... Enfim...,

De contentamento, sim!

 

Meu coração, que nem sei

Como suporta a dor...

Sentindo esse calor!...

 

Só sei que é intenso —

Viver nesse consenso!

 

Paulo Costa



Pacco *01h06






Papel de Parede - Posando 1680x1050 [Widescreen]

O Poeta

 

O Poeta é um apaixonado, por natureza...

Envolve-se nos versos com tanta beleza,

Com tanto sentimento, com tanto ardor...

 

Que às vezes até sentimos essa mesma dor...

A dor da serenidade que vem co’o vento,

No tempo, num tempo calmo, suave, alento.

 

Dividir essa emoção, é embevecer o coração.

"A dor que deveras sente" na infinita mutação.

 

Paulo Costa


Pacco *00h57






Papel de Parede - Água em Movimento 3D 800x600

Minhas lágrimas

 

Onde estará a minha doce cura?...

Só sei por onde andou a desventura

Coberta de desagrado!

Viajei pelo negrume do incerto...

Sob o sol escaldante do deserto

Conturbado de malgrado.

 

Na centelha inebriante sobre o chão...

Minhas ilusões eram lamentos em vão

Nos áulicos artifícios.

No suspirar sombrio da solidão...

Murmurava na tormenta escuridão

Co’um imenso sacrifício.

 

Ai!... Minhas lágrimas banhavam o meu rosto

Calado, por saciar a sede derramada a gosto

Que do tempo brotou.

Outrora, minhas lágrimas formavam nascentes...

Na esperança de reencontrar as sementes

Que o vento soprou.

 

"Eu sei... Eu sei; eu sei... Eu sei!..."

 

Paulo Costa



Pacco *00h52






Papel de Parede - Trompete 1920x1200 [Widescreen]

O toque no silêncio

 

Talvez seja pelo toque de um simples clarim,

A nos trazer inesperadas recordações, num fim

D’um silêncio inconsciente...

Sim, naquele vago vazio que o toque alerta

A ilusão secreta, que o som desperta

A lembrança da alma ausente.

 

Paulo Costa



Pacco *00h40






Teresina

 

Teresina, tão perfumada e divina...

De fontes claras e água cristalina.

Terra do bacuri, pequi e do buriti;

De rios largos, bonitos como Poty.

  

Nos jardins da praça Saraiva,

Nos pés de oitis... Eu salivava

A minha doce mor lembrança...

Dos velhos tempos de criança.

  

Da Rui Barbosa ao Barrocão,

Ia cantando uma linda canção...

Na esperança de ver Dindinha,

Sentada ao lado d’avó Joaninha.

  

No centro do bairro Piçarra,

Eu comia cuscuz e alcaparra;

Saboreava aquele baião de dois,

Com carne seca e vinho, depois.

  

Na beira do grande Parnaíba,

O Maranhão fica logo arriba;

Na correnteza que vai pro mar

Rege a embarcação p’ra navegar.

  

Teresina, preito à Teresa Cristina,

Onde morou minha mãe Cristina...

Nascida na linda cidade de União —

Na beira do rio — lugar de opinião.

 

Minha Teresina é terra sagrada...

Onde tudo encanta e tudo agrada;

Na praça P.2, salve, terra encantada...

E nas lindas flores — canta, passarada.

  

Teresina é uma bela cidade, sim!...

De mulher cheirosa como jasmim;

E, se quiseres ver menina assim...

É só passar na Frei Serafim.

  

Eta, coisa boa... Viver em Teresina!...

Onde tudo é encantamento...

Onde tudo me alucina...

Linda.......... Teresina!

 

Paulo Costa



Pacco *00h31






Nessa Bandeira

 

Nessa bandeira contém um pau-de-sebo...

E que escorrega como quem desliza cedo;

Cedo na manipulação do partido esquerdo...

Avante! Homens idólatras — ao rei soberbo!

 

Essa bandeira não sobe nesse liso mastro!...

Está amarrada com um nó de cavalheiros;

Nas cordas das armações sobre o tal lastro

Corriqueiro — indolentes estiolando conselheiros.

 

Eia, sob a luz do sol, que doleira o camarada...

E, já manifesta a indubitável promessa inglória,

Na ressurreição da pátria — no dolo da alvorada!...

 

E que a injustiça só se adultera à rogatória

De cidadãos de bens... E nunca se poderá dar

Ao luxo da irmandade — adotada por acobardar.

 

Paulo Costa



Pacco *00h20






O Elefante

 

O gigante elegante passou vagarosamente...

Com passos, num descompassado compasso,

Passou o elefante galante e maravilhosamente,

Independente, o gigante passou passo a passo.

 

Selvagem da natureza que mostra tanta grandeza,

Que canta e encanta, elefante da selva africana.

Nesse parque da liberdade que invade tanta beleza...

E ainda suporta as matas mais secas da savana.

 

Grande mamífero, vigoroso e de orelhas longas,

Conduzindo sua manada pelo vale das sombras,

Manifesta infindáveis lembranças por onde passa...

 

Nas folhagens que encontra no meio da floresta,

Que são seu alimento mui saboroso — frutas na dieta...

Com sua tromba enorme, vai colhendo uva-passa.

 

Paulo Costa

______________________________________________

Mãe e seu filhote

 

Opa! Calma — Elefantes!... 

Avistei dois brutamontes

Com suas orelhas longas...

Eram a mãe e seu filhote,

Que estavam em convescote,

Numa daquelas bandas.

 

Transformei em acalento,

E adagio no andamento —

U’a melodia sutil.

Cantava em modo dórico...

Um ingênuo canto lírico,

Àquele bebê gentil.

 

Paulo Costa



Pacco *13h40






Metrópole

 

Não fique marcando touca,

Para não cair de boca...

No meio daquela praça,

Onde o povo — todo passa.

 

Se você olhar pro céu,

Vão afanar o seu chapéu;

E quando cair no solo...,

Vão levar sua tiracolo.

 

No canto da pirambeira...

Reze! P’ra não dar bobeira!...

Transluzem parte do clero...

Dançando nesse bolero.

 

Bandido, quase não peca...

Já limpou — tudo que seca;

Na esquina d’amargura...

Só acontece a desventura!

 

Já..., na calada da noite...

Geme um grito de açoite —

É mais um corpo ‘stendido,

Por não ser bem-sucedido.

 

Trovão de bala perdida,

Vai cruzando a avenida...

Desde cedo — noite e dia —

Vira tudo uma rebeldia.

 

É u'a triste confusão...

Viver aqui sem razão;

Só vos resta ir pro morro...

Donde lá — tereis socorro!

 

Paulo Costa



Pacco *13h09






Os sete mares

 

A noite estava calada...

Mas o meu maior desejo

Era rever-te, minha Magda...

Que saudade do teu beijo!

  

Lindos momentos co’a minha Magda,

Quando avistamos a luz do luar...

Sentamos na proa da jangada,

E só ouvíamos o som do mar...!

  

A âncora, ancorada e triste

Entre os troncos de coqueiros...

— Queres navegar? O mar existe;

Entre as nuvens e nevoeiros!...

  

A jangada navegava ao vento,

Já navegara os sete mares...

Dia e noite nesse encantamento,

Nas altas ondas e quebra-mares.

  

A noite estava fria, mas, sossegada...

O vento soprava a vela que nos guiava

Nessa linda travessia, e você, oh! Magda...

Encantava meu coração que navegava.

 

Paulo Costa



Pacco *18h19






Madalena

 

Madalena, um toque de mulher.

Suave com’uma donzela, na maré

Da minha inspiração.

Rainha dos sete mares a navegar

Por entre as ondas, e o sol a brilhar —

No leito desta canção.

 

Tu, amada mia, graciosa felicidade,

Que o vento sopra com afetividade —

O teu olhar fraterno.

Soa em minh’alma, u'a mor cantiga,

E n’amplidão do céu... Paixão antiga

No desejo eterno.

 

Paulo Costa



Pacco *18h14






Papel de Parede - Casal de Pinguins 1024x768

Parte de mim...

 

Se tu não fizesses parte de mim...

Logo ‘staria bem longe de ti;

Mas, tu tens sido importante, enfim,

A vida inteira... E não lhe resisti!

 

Parte de mim — é tua presença,

Nas palavras que me levam ao mar.

Parte de mim — é tua lembrança,

Nos abraços e na sede de amar!

 

Ver-te, lá..., doutro lado do mundo...

Parte de mim — uma mor saudade!...

A dor que sai de mim, num segundo...

Quando em ti — vejo a felicidade!

 

Quero vê-la como a nuvem calma...

Parte de mim — ecoa uma canção,

Na esperança de alegrar tu’alma...

E ‘spantar as mágoas do coração.

 

Paulo Costa



Pacco *16h57






Capoeira

 

Capoeira jogada, caindo de perna p’ro ar...

Capoeira dançada, saindo em primeiro lugar.

Capoeira gingada, sambada p’ra lá, cai p’ra cá...

Capoeira tombada, jogada na beira do mar.

 

Batuqueiro toca berimbau, tamborim e agogô...

Na senzala, batuque, terreiro de prece e de dor.

Na Bahia, magia d’encantos de Nosso Senhor...

Na Bahia de todos os Santos de São Salvador.

 

No feitiço da negra que encanta o Babalorixá...

No perfume da rosa que exala por todo lugar.

Menininha, maré, cantoá da roseira a bailar...

Iemanjá sereia, d’orixá, d’oxalá, Saravá.

 

Jangadeiro, acorda, flutua a jangada no mar...

Jangadeiro, inspira, levanta e vem trabalhar.

No sentido da vela que leva a alegria p’ro mar...

Na esperança sofrida que canta o lá, laiá, laiá...

 

Paulo Costa



Pacco *18h38






 

Jazz Baby

 

Jazz, um ano inteiro de saudade...,

Hoje a felicidade

Nasceu como o sol de um lindo amanhecer.

Jazz, intensamente apaixonado...,

Ser eterno enamorado,

Viver como o som que só me dá prazer.

 

Nascer, viver, crescer, amar,

Cantar, sonhar, nos faz sorrir e ser feliz, baby...

Recordando você a brincar,

Tocar, beijar, voar na luz do meu olhar.

 

Rever o sol no amanhecer...,

Quisera ser seu sonho.

Blues, jazz e mar..... Baby a balançar...,

Quem me dera ter seu sonho!

 

P’ra ver você... p’ra ver você...,

P’ra ver você amar, cantar, sonhar,

 Brincar, beijar, voar...

 

 P’ra ver você... p’ra ver você...,

P’ra ver você amar, cantar, sonhar,

Beijar, voar..... Voar.....

 

Paulo Costa



Pacco *20h32






Vaqueiro

 

Êh, vaqueiro do meu sertão...

Em terras tropicais... Chove,

Não chora, se chove, não molha,

Se molha, não da p’ra perceber.

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Meu sertão é de vaquejada...

E de dor no coração; ai, meu sertão.

Meu sertão de madrugada...

Os sonhos de um novo chão.

 

Ai, meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Os tropeiros na cavalgada,

Tocand’o gado pelo sertão...

Embrenhando-se dentro da mata

E derramando suor no chão.

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Toca o berrante, êh, vaqueiro!...

Conduzindo o vacum, a boiada,

Com seu semblante guerreiro,

No trote árduo dessa jornada.

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Caminhando pelo cerrado,

Arrastando botas pelo chão;

Segurando em seu cajado...

Vai rimando esta canção.

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Aboio a boiada, êh, boi, êhhhh, boi...

Apeia desse galope, êhhhh, vaqueiro!

Arrei’o carro de bois, êhhhhhh, boi...

Êhhhhh, boi, êhhhhh, boi, boiadeiro.

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Violeiro trov’a viola

Nas noites claras de luar...

Cantando repente e moda

No choro triste o seu cantar.

 

Não chores não,

No meu sertão

Não chove não;

No meu sertão...

 

E, quando é chegada a hora...

Vaqueiro bravo do sertão!...

Nos dias que o sol assola,

Manobra o gado neste refrão...

 

No meu sertão

Não chove não,

No meu sertão

Não chove não...

 

Paulo Costa



Pacco *18h41






Papel de Parede - O sonho 1024x768

Sonho

  

A Tua Canção...

Vem do meu humilde coração;

Além d’uma oração...

Libertando minh’alma da ilusão;

Jesus, na Tua cruz, és minha Luz...

Minha Luz...

 

Senhor, Deus de Amor...

Meu Salvador...

Tu és meu Pastor!

Viverás eternamente entre nós...

No Amor...

Reinarás sempre!...

 

Paulo Costa



Pacco *16h00





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