13 de Agosto

 

Ao andante desconhecido

 

13 de agosto... Inda era estudante;

Tortas e bolos eram consumidos;

Dividia tudo — co’os oprimidos...,

Com a vizinhança e co’um andante...

 

Que não via a hora, aquele instante

Chegar....., para saciar o desejo

De sentir o sabor — com’um cortejo —

Que o levava — a sentir-se brilhante!

 

Quanta felicidade em seu olhar...,

Por ver tanta fartura — como nunca

Vira antes!... E quando o via molhar

 

Os lábios, ao sentar-se junto à banca...

Engolia as lágrimas por vasculhar

O que degustava — p’ra encher a "pança".

 

Paulo Costa (Pacco)



Pacco *19h12






Céu e Mar

 

O Céu é u’a cidade cheia de estrelas...

Rodeado de minúsculas belezas,

A clarear o azul do mar.

Navegamos entre as ondas borbulhantes,

Com as nuvens se inclinando flutuantes,

No nosso amor a perfumar.

 

Não quero mais migrar entre as belas plagas...

Quero correr nos campos, voar nas asas

Do teu abraço e lindo olhar.

Voar com’um pássaro sobre o oceano,

Onde os pirilampos esvoaçam lhanos,

Nos véus cerúleos arrulhar.

 

Paulo Costa



Pacco *18h01






Senhora

 

Os cabelos daquela senhora,

São formosos como a açucena...

Tão perfumados como u’a verbena,

Tal quando nasce a linda aurora.

 

Na brisa, quando chorei outrora...

No momento em que vim ao mundo...

‘Stava a sair de um sono profundo —

Beijei-lhe a fronte, nessa hora.

 

Oh! Linda senhora, minh’amada mãe!...

Carregou-me em seu colo a cantar...

Chorou de alegria a me acalentar,

E me amou!... Sua bênção, doce mãe.

  

Paulo Costa



Pacco *17h36






Um soneto a Tainara

 

De tanto encanto, aqui neste Recanto...

Vejo a Tainara a cantar, lá no canto.

Brincar e estudar neste lindo campo...

Resplandecente com’um pirilampo.

 

A luz da lua, é igualmente a Tainara...

No arrebol, nasce sempre muito clara,

Para iluminar tod’os nossos lares...

Como as mariposas voam nos ares!

 

Nos jardins, onde brotam lindas flores...

D’onde exala perfumada esperança...

Tu vais agradecer, quando lembrares

 

Da afeição, do aconchego e da aliança

Que fizeram de tudo p’ra cresceres

Na escola... Quando inda eras criança.

 

Paulo Costa

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Um soneto a Maria Teresa

 

Nos belos momentos de minha poesia...

Reflete o teu sorriso nas águas do rio;

No borbulhar da cachoeira em demasia...

Banham as cordilheiras em meu canto brio.

 

Quando respingam as gotas de orvalho fadário...

Banham os formosos campos, os rios e os mares...

Co’um lindo canto a encantar teu Aniversário;

Enquanto as aves voam livres pelos ares.

 

Oh! Maria Teresa... Teu nome é de harmonia...

Nas montanhas, do lindo e acolhido Recanto...

Resplandecem os louvados sons na eufonia!...

 

Quem me dera adornar os ousados encantos,

Donde jorram meus sublimes ais na euforia...

E nas infindáveis Fantasias aos meus cantos.

 

Paulo Costa

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Um soneto a Yurika C. de Souza

 

Ser criança é viver na liberdade...

Num revérbero encantado de ardor;

Onde os grã-pequeninos, quão a flor...

A contemplar a mor felicidade!

 

Nas trilhas perfumadas do ideal...

Revela um suave e encantado preito;

Na centelha deslumbrante em teu peito,

— Vibra um abraço na esfera musical.

 

Suavemente, vagueia no olhar...

A sonhar nos lampejos da emoção...

Na ternura na brisa a’gasalhar!

 

Ser criança é viver em comunhão...

Na suave harmonia... E atafulhar...

A férvida alegria no coração.

 

Paulo Costa

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As lindas flores do Recanto

 

Sua afeição brilhou nas cordas do violão,

Quando dedilhou aquela linda canção...

Ritmada com ternura...

Seus olhos brilhavam como raios de sol,

Nos primorosos tempos, na clave de sol,

Uma esplêndida formosura!

 

Inda me lembro daquela melodia

Soando nos corredores da alegria,

P'ra felicitar, Maria!

Ó doce canto rutilante de encanto...

Adornando as lindas flores do Recanto,

Numa bela parceria!

 

Paulo Costa

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Teu Aniversário

 

Sorria!... Hoje é teu Aniversário!...

Dim, dom, dim, dom... ecoa o campanário,

Saudando a felicidade;

Reverbera uma canção, e traz lembranças

Flamejantes de quando eras criança...

Numa eterna liberdade!

 

O vento sopra e espalha a esperança,

Trazendo a maresia na bonança...

Numa alegre fantasia.

Cantemos risonhos co'as andorinhas...

Co'os sublimes cantos das cigarrinhas,

Nos pomares da alegria!

 

Ao ouvir os pássaros nos arrebóis...

Nas serranias  cheias de girassóis...

Ouve esta linda canção!

Hoje é teu Aniversário!... Parabéns!...

E que esta data transborde em homenagens,

P'ra alegrar teu coração!

 

Paulo Costa



Pacco *19h36






A Sacerdotisa

 

O que deveríamos dizer a uma verdadeira sacerdotisa...

Mesmo antes de aplaudir o seu real encantamento?...

Donde brotam as mais belas e rimadas histórias d’uma poetisa,

Contadas em versos e prosas..... Seu mor sentimento!

  

Ternura em vossa leda caminhada, por entre as ondas

Que bailavam em finíssimas gotas d’água de outrora...

Vossa liberdade de expressar sua alma, nas sondas

Da memória oculta que o tempo adornara! Senhora...,

  

Em vossa alma esvoaçavam pirilampos, na contradança

De minhas andanças, que iam ao encontro da felicidade.

Jorravam no ar, desejos imensuráveis de esperança...

Trazia, no peito, sementes enraizadas de afetividade!

  

Vossa alma é a beleza exuberante, extraída da serena

Melodia, que a misteriosa Sinfonia nos presenteou!...

E, soletrando os manuscritos mitológicos de Athena...

A majestosa sacerdotisa prostrava-se ante o rei que a beijou!

 

Nesse encontro casual, embevecia-me no orvalho, co’afeto...

E, com os toques das trombetas elevando minh’alma...,

Revelando a magia de sua presença melíflua..... E no soneto

Da mais singela suavidade — brotada do encanto de su’alma.

  

Paulo Costa (Pacco)



Pacco *17h27






Os Astros

 

Os astros que subsistem

Nos rastros de mil estrelas,

A iluminar o azul do céu...

 

Mergulham bem na caligem,

Quando turvam as passarelas,

Conglobados no amor ao léu.

 

As chamas vão se apagando...

Nas cinzas vão desabando!

 

Paulo Costa



Pacco *15h52






Alma Artista

 

No cantar e soar da lira,

Quando ecoa a desarmonia...

Dessa triste poesia

Que transformo em melodia,

Devaneia u'a mor tristeza

Dessa breve fantasia...

Se revela a alma artista

No sabor dess’agonia.

 

Paulo Costa



Pacco *12h05






A Magda

 

Não, senhoras e senhores...

Dos ermos não quero nada!...

Já senti todos os louvores,

Quando Deus me deu a Magda.

 

Foi nu’a noite d'uma amostra,

Que conheci meu grande amor...

Ao lindo som d'uma orquestra,

A tocar — este trovador.

 

U’a tão linda cavatina...

Quando ouvia a ocarina...

Sentia-me um Rei Leão.

 

No bailado das arcadas,

Dos Cellos e das Violas...

Levavam-me p’ra amplidão.

 

Paulo Costa

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Teus cabelos

 

Teu cabelo é da cor de mel...

Brilha como u’a estrela no céu;

Com raios cativantes.

Quando m’envolvo em teu olhar...

Sinto u’a vontade de beijar —

Teus lábios dominantes.

 

Vou te amar com’um beija-flor...

Sugar o néctar dessa flor...

Em teus braços m’envolver.

Tu és como a flor de jasmim...

Flor mais bela do meu jardim...

P’ra adornar o meu viver!

 

Teus cabelos me enlouquecem,

Quando em meu peito, adormecem —

Acarinha minh’alma.

Vejo estrelas no teu olhar...

Teu corpo nu, a fervilhar,

E me acolher na palma.

 

Paulo Costa



Pacco *00h18






Bela com’uma flor Bela com’uma flor... Que me leva a flutuar... Flor da minha janela que rege tod’o poetar. Linda..... Serena e formosa ave a voar... Voa no meu olhar e a levarei ao luar.  Pacco

Pacco *09h10






Andorinha

 

Revivendo um sonho bom,

Lembrando aquela amada

Que eu amei um dia...

Luzes, flores, alvorada...

Cant’a passarada

Toda em meu jardim;

Sonhos lindos de verão,

Tanta alegria no meu coração,

Solenemente tod’a natureza encena essa

Beleza p’ra mim.

 

Cai o orvalho delicado...

Em pétalas, em flores a acariciar,

Brilho, luz do sol dourado a iluminar —

O céu azul — entre os amores...

Quando se traz lembranças da paixão...

Só p’ra você, amor, eu fiz esta canção.

 

Passando por momentos tão preciosos que senti e vivi...

Se torna tão presente a recordação de ti.

Cantando esta canção eu tenho a esperança

De ver-te novamente o teu olhar só para mim.

 

E, para o meu encanto, tu surges então, tão linda...

Que és a mais bela flor do meu jardim...

Me enlaço em teus braços...

Me entrego aos teus abraços...

Te amarei p’ra sempre — jamais te esqueci.

 

(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)



Pacco *09h03






Passaredo

 

 "Nossos Velhos".

 Dedicada aos nossos pais.

 

Numa noite clara,

Junto a minha amada,

Lembro bons momentos de amor sem fim...

Vendo a luz dos olhos teus

Iluminando a relva desse meu jardim...

 

Beijos doces ao luar...

Mãos que afagam — a acariciar...

Toda alegria traz a harmonia

Dessa melodia que eu guardei

Somente p’ra te conquistar.

 

Oh! Doce amada... Lembra

Quanta serenata fiz p’ra te agradar?

Vendo a luz dos olhos teus

Na luz dos olhos meus,

Iluminando a chama desse nosso lar.

 

Com pétalas em flor...

Você plantou a rosa deste trovador...

Se fez verso em prosa,

E se tornou rainha desse nosso amor...

E me tornei, um dia, um grande sonhador.

 

Revivendo esse momento, fiz esta canção...

Me vi sonhando com tanta magia,

Tanta poesia, te amarei, Maria,

Para ser um dia a luz do meu caminho

E ser dona do meu coração...

Só do meu coração...

 

... P’ra ser a dona do meu coração.

 

(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)



Pacco *08h52






Papel de Parede - Flor Rosada 1024x768

A rosa predileta

 

As lindas flores crescem no jardim,

Para encantar minha doce Madalena...

Qual musa a vejo, co'a linda açucena,

A deslumbrar as pét'las de jasmim.

 

Se u'a estrela mergulha lá do céu...

Para inspirar a alma do poeta...

Para arrulhar a rosa predileta...

Cresce a brilhante chama do androceu.

 

Nesse sabor mui lúbrico e fremente...

Transborda a relva em infinitas cores...

Envolvendo a floresta ardentemente,

 

Nos suaves revérberos d'amores!...

Quando suspira em ti, minh’alma ardente,

Vagueio nos dédalos das flores!...

 

Paulo Costa (Pacco)



Pacco *19h27






Um soneto a Maria Eugênia

 

Tu és como as flores que flutuam sobre o mar...

Indo ao encontro das estrelas em liberdade...

Revela a fragrância flutuante ao navegar

Por entre as ondas desse oceano em sumidade.

  

Oh! Bela flor... Tu és formosa como a gardênia...

Tão linda... Que o bardo encanta-se ao versejar

Na alma esplendorosa de Maria Eugênia...

Luminosa como a estrela no céu a brilhar!

 

Noite em que a lua nasce sobre os raios de sol...

Resplandecem os campos na linha do horizonte...

No firmamento enrubesce a cor do arrebol...

 

No crepúsculo as mariposas bebem da fonte...

No sabor das lindas flores..... Onde o rouxinol,

E o beija-flor... Repousaram e beijaram a fronte.

 

Paulo Costa



Pacco *17h40






Um soneto a Madalena

 

Hoje os meus olhos, rente à claridade...

Avistaram uma deusa no Empíreo ninho.

Vestida como a Vênus na imensidade...

Num palácio encantado de passarinho.

  

Seu manto brilhava!..... Como a melodia,

Que encantava o poeta em sua cor de mel...

Mel perfumado no sabor de harmonia,

Ao som da lira a ecoar no azul do céu.

  

Oh!... Estrela flamejante do nosso amor!...

Tão formosa como a essência da açucena...

Vinda co'a brisa um aroma no esplendor...

  

Um odor de primavera, d’amada Lenna

Exala em minh’alma o cheiro dessa flor...

Teu perfume é inspiração... Oh! Madalena.

  

Paulo Costa



Pacco *17h32






Bela flor...

 

P’ra fazer verso benfeito...

Eu vou ter que sincopar!...

Pode até sair malfeito...

Só não quero engazupar.

 

Tão grande é a nossa amizade,

Se revela um grande amor!...

Te amarei na imensidade...

Espantando a minha dor.

 

O espinho do velho cacto,

Onde nasce a Bela flor...

Estaremos em contacto,

Co’a beleza e o beija-flor.

 

M’encanto co’as tuas palavras,

Quando ouço o teu cantar...

Quando vens daquelas plagas —

Velejo no azul do mar.

 

A madeixa da Madona...,

É da cor do teu olhar!...

Mui formosa, és prima-dona —

Nesta alcova a abrilhantar.

 

Por tê-la, sempre ao meu lado...

Sou grato ao Nosso Senhor!...

Vejo o céu todo estrelado —

Na canção do meu amor!

 

Cante, oh!... Madalena, cante!...

Minh’alma suspira o som...

Vens comigo neste instante —

Co’o teu beijo com batom!...

 

Paulo Costa



Pacco *17h12






Papel de Parede - Jesus - A História do Nascimento (The Nativity Story) 1024x768

Obrigado, Pai... Obrigado, Senhor!...

 

Só o que posso dizer ainda, antes

Mesmo sabendo que....., a Música

É a mais bela de todas as Artes...

E, incontestavelmente — a acústica!

 

Como poderia negar o meu próprio

Sentimento, se o mistério da razão

Se entrelaça co’o meu desejo audaz, fadário,

Convocando-me a ficar na exaltação?...

 

Viver na mais pura emoção concebida —

Vinda do Universo — co’os apodiformes —

Com a glória, no exato momento em que a vida

Brotava-me ao mundo — um choro enorme!...

 

Mesmo não sendo compreendido...

E nem tampouco a minha música...

Minh’alma passeia entre os gemidos

Pelos montes, nos mares e na metafísica...

 

Nos rochedos, cachoeiras e cascatas...

Na luz do luar e o Sol a brilhar

Entre as águas  no meio das matas...

E na luz do Teu olhar!...

 

Oh!... Deus meu, Pai... Onipotente!...

Cantarei as mais lindas canções

Para glorificar o Teu Nome — lá no monte;

E Tua Luz — refletindo em minhas afeições...

 

E resplandece em minh’alma, toda beleza;

E Te agradeço por sentir todo esse prazer...

Por sentir toda essa infinita grandeza...

Por sentir todo esse ardor — comprazer!

 

Não sou digno de estar nessa colina!...

Obrigado, Pai... Obrigado, Senhor!...

Por achares que sou merecedor

De possuir essa Arte tão bela e tão divina!

 

Paulo Costa



Pacco *19h25






Papel de Parede - Violino 1024x768

Sinfonia em Fá!?

 

Hoje, queria escrever uma Sinfonia...

Mas, em qual tom eu faria essa eufonia?...

Em Fá sustenido maior, ou em Fá natural?

Não sei!... Só sei que ela está soando tonal!

 

Cadências surpreendentes soam do Coral...

Um solo de Contralto encanta o Madrigal...

Um Tutti, de repente, enobrece um salutar

De mor sentimento na beleza ao desfrutar...

 

Os Violinos no contraponto co’as Flautas,

Transcendendo entre as melodias ocultas...

As Violas, harmonizando co’ mui desvelo,

Juntamente com os Baixos e Violoncellos.

 

Dos Clarins, soam virtuosas frases co’o Flautim,

Tão docemente... Que me sinto levitar; enfim,

As Tubas e Bombardinos entrelaçam o tom,

Marcando com tod’o ardor o encorpado som.

 

Toda a Orquestra está em resplandecente

Sintonia, co’os harpejos e ritmo envolvente...

Do Triângulo ao Piano fazendo Arte...

Sobressaem os Eufônios na contraparte.

 

Paulo Costa



Pacco *19h14






Papel de Parede - Decadência 1024x768

Século XXI

 

(...) Vivemos numa divina decadência musical...

Que alucina e manifesta um sombreado vocal... —

No caos profundo!

O tum-tum dos baticuns prosperados de mau gosto,

E os insanos na balada da resignação do indisposto —

Ao iracundo.

 

No balanço do balancê, que degenera uma desprovida

Sociedade... Enfeitiçada pela regência entorpecida... —

Mal d’abjeção.

Decompõe a decrepitude errônea da pretensiosidade,

Na dor da ilusória esperança por encarar a verdade... —

Por abdução.

 

Senhor Deus dos insanos, preparai a virtude sobre o mal

Do sorrateiro, iludido no clã da irmandade desse Animal

Involuído!

Será que vale a pena sofrer a desventura irradiada no verso

Da aberração, simulada de tamanha imbecilidade no reverso,

E sem sentido?

 

Século XXI, acordai para os movimentos do real Viver...

Na beleza e na satisfação da glória, e, no infinito prazer

Da exaltação!...

Cantai as lindas melodias, na esperança e na satisfação

De liberdade, e no bel-prazer, que eleva o nosso coração —

P’ra sublimação!

 

Paulo Costa (Pacco)



Pacco *19h08






Papel de Parede - Turbilhão de Luz 1024x768

No meio da madrugada

 

No meio daquela madrugada,

Senti minh’alma saindo de mim;

Levitando no meio da sala...

Mas, Magda ’stava no quarto, enfim,

 

Chamava-a num desejo calmo,

Para que pudesse me ver assim;

Entre as flores, cantando salmo,

Flutuando igual um querubim.

 

Clamava para a minha Magda,

Num soluçar de tanta alegria...

Mas, não me ouvia lá na sala...

E eu flutuava com euforia.

 

Como um pássaro no ar, voava

Levemente, como nuvens no ar...

Tudo aquilo me encantava,

E não parava de me encantar.

 

Percebi que estava sonhando...

Estava livre, cá, leve e solto;

Via-me no vácuo — cantando...

Olhando meu corpo lá do alto.

 

Na medida em qu’eu já levitava...

Tentei manter o meu corpo ereto;

Com maior cuidado eu controlava,

Para qu’eu não esbarrasse no teto.

 

Inclinei-me bem obliquamente

Para não bater minha cabeça...

Desviei-me consequentemente

Da colisão — com medo à beça!

 

Quando meus pés viraram pro teto...

Uma imagem incandescente

Brilhou, e eu fiquei bem quieto —

Era uma luz resplandecente!...

 

Surgiu bem diante dos meus olhos...

Senti-me como se estivesse

Vendo o Sol à flor dos meus olhos...

Aquecendo minh’alma e a face.

 

Nesse exato momento, olhei-me

Com os pés virados para o ar...

A luz a me tocar — Multiforme...

Esbarrei em meu corpo a bailar;

 

Murmurei em minha calada voz,

P’ra voltar — lá onde queria estar...

Um gemido no terror do algoz...

Manifestou-se a dor, cá a chorar;

 

Derramei as lágrimas no ramo

Da relva, chorei um canto de dor...

Que da dor, exalou o bálsamo

Da flor — num embevecido odor.

 

Clamei com todas as minhas forças...

Chamando por Jesus, p’ra me levar

De volta — àquela luz — de graças...

Minh’alma implorava p’ra voltar!

 

Paulo Costa



Pacco *18h53






O MESSIAS

 

Sacerdote rasgou o pano,

Enraivecido de anomalias...

Na hipocrisia do soberano,

Esbofetearam O Messias.

 

No templo, no tribunal do Sinédrio...

Anás, Pilatos, Caifás e os fariseus...

Ofereceram Jesus aos compadrios,

E o declararam: o rei dos judeus!

 

Açoitaram-no covardemente... E todos estes,

Quando o deixaram nu, na presença dos seus (...)

Ainda lançaram sortes sobre as suas vestes;

E... Crucificaram o Verdadeiro Filho de Deus.

 

Paulo Costa



Pacco *18h36






Papel de Parede - Espada do Prazer 1024x768

Prazer e desprazer

 

Sangue derramado sobre a terra...

Matam-nos por crueldade, modorra,

Diversão... Pelo prazer e desprazer!...

Matam pelo poder e pela angústia de viver...

  

Nos labirintos dessa escuridão insondável...

Demasiado nua, vil, cruel, escura e tenebrosa, à toa

Circunda o cinzel em sua amargurada proa...

Um insignificante desejo indesejável.

  

Desenha a tresquiáltera de sua indolência crucial...

Dogma de sua irrelevante indisciplina angelical,

E impenitente travessura envolvente... Demente crente!

Crente na trindade que altera a desventura iminente.

  

Ser um convicto em sua maledicência sobre a oposição...

Por ter afeto pela degeneração... Às vezes, uma ilusão,

Às vezes, sofrido... Às vezes, nem sabe por que crê;

Vive num descontentamento sem saber o real viver.

  

Será que é para o bem, ou para o mal?

Tudo está bem!..... Tudo está mal!.....

  

"Um dia tudo estará bem, eis nossa esperança;

Tudo está bem hoje, eis nossa ilusão." (Voltaire)

 

Paulo Costa



Pacco *18h27






 

MÚSICA

 

 Música é simplesmente uma questão de ordem e disciplina.

 Ser um antagônico por sua própria inconsciência, e

 Querer fazer música a todo custo e a "qualquer nota", isso

 Não levará a lugar algum; e sim, por sua originalidade.

 Sem dúvida... Isso seria mais verdadeiro.


 Música, acima de tudo é inspiração,

 Sentimento, Arte e Poesia.

 A cada dia me conscientizo de que é a própria

 Música que escolhe quem vai escrevê-la.


 A inspiração é como se tentássemos encontrar

 Deus em sua infinita sabedoria...

 Usá-la em forma musical como riqueza de nossa alma,

 Pressupõe a perfeição que nos guia para além de nós mesmos.

 

 Tentar buscar tal perfeição dessa necessidade especulativa

 E imperiosa, que é a serva da vontade criativa...

 Predominante unicamente em melodia e harmonia...

 Descobrimos a riqueza que nela existe.

 Entramos em sintonia mais profunda com o absoluto.

 

 A Música não poderia ser somente modal ou tonal,

 Nem tampouco só diatônica.

 Dependemos das divergências para que

 Possamos pôr em ordem a harmonia.


 Se fôssemos notas musicais, ou a música propriamente dita...

 Analisaríamos a melodia, em grego "mélôdia",

 "O que implica a entonação do ‘melos’,

 O que significa um fragmento, parte de uma frase.".

 Se fôssemos notas musicais, viveríamos mais em harmonia.


 Música não nasce simplesmente por acaso...

 De alguma forma já está escrita no Universo.

 Às vezes, nós a captamos e nem precisamos acrescentar nada!

 Já vem pronta, em toda sua magnificência!

 

 Paulo Costa (Pacco)



Pacco *16h54






Papel de Parede - Estrelas 1024x768

Via Láctea

 

No ar estou a flutuar...

Girando entre as ondas galácticas

Que sustentam o ar.

Arredondado e rodando rodado rodo,

Rodo solto pelo espaço e vou girando,

Vou girando, vou girando sem parar.

  

Voo na redonda rodada que girando gira...

Girando ao redor do Sol e da Lua, no meio

Das nuvens e das estrelas no céu.

  

Ora acima, ora abaixo, or’alado e adornado,

Regido pelo vento e transladando pura formosura.

  

Estrela cadente que voando voa...

Voa para iluminar as almas ausentes...

Ausentes que resplandecem na aurora

Ardente... Ardente e quente.

  

O arco-íris colore as cores vivas...

Vivas, tingem as almas vivas e frias.

  

O Sol acariciando a Lua, quando surge o eclipse;

Envolvem-se em estonteante noite de núpcia...

Os planetas vêm de encontro e desencontros,

Determinando o destino que nos guia.

 

Paulo Costa



Pacco *16h33






Beijos em teus beijos

 

Beijos em teus beijos — morde-me, Mel...

Te amar é flutuar entre as estrelas, no céu...

Num céu infinito e minh’alma ao léu,

Pairado ao véu nas nuvens suaves do céu.

 

Te amar é sonhar, é viver nessa aldeia de canto encanto...

Encanto nos raios de sol, na luz dos olhos teus, na luz do luar.

Vejo-me em teus braços, acalentado pelo teu gentil abraço; canto

Voando pelo espaço, descalço, entrelaçado em teus laços; no ar...

 

Rumo ao que já fora destino, sem rota, sem volta, sem fim...

Vagamos ao vento, sem tempo, sem leme nem direção; Magda,

Para onde me levarás?... Onde não há início — enfim?...

 

O sol desponta lá ao longe; ardente no horizonte fundeado está.

A lua, doirada com’uma deusa, rege a beleza desse encanto em mim...

Não quero acordar deste sonho acordado..., regado de tanto amar...

 

Paulo Costa



Pacco *16h19






Papel de Parede - O Universo da Mente 1280x800 [Widescreen]

Ninguém

 

Não sou ninguém!

Quem me dera ser!

 

Não sou ninguém

O que ainda sou!

 

Por ser o que ainda sou...

E por não ser

O que ainda não sou...

 

Serei ninguém do nada?

Ou do nada serei alguém?...

 

— Não sei!... Não sei!...

 

Se sou o que ainda sou...

 

— Ninguém!... Ninguém!...

 

Talvez fosse outro!?...

  

— Talvez!...

 

Se sou o que ainda fui outrora...

Vaguei!... Vaguei!...

Sonhei o que quisera ser!

 

Ser o ser do ser...

Seria ser o que sonhara ser?...

Ou seria ser o que ainda sou?...

 

Se sou o que ainda não sou...

Um dia serei!

 

— Será?

 

Ninguém, talvez...

Talvez ninguém!...

  

— Ninguém!

 

Paulo Costa



Pacco *04h21






 

Linda como o Sol

 

Linda como o Sol... E cheirosa como jasmim.

Sol de Primavera que ilumina minha janela,

Desce a cortina de véu, tu és a flor mais bela!

Linda e suave com’uma flor do meu jardim...

 

Te amei como sonhei te amar e ter-te, enfim...

Assim, vaguei pelas ondas da fantasia em mim,

Beijando os teus beijos; assim, beijei e sonhei...

Sonhei um lindo sonho que sonhara sonhar; amei!...

 

Se fosse viver na fantasia, viveria noite e dia; num êxito,

Co'essa emoção pela razão que devagar vagueia...

Vagava encantado em desfraldado encanto — creias!...

  

Sinto um contentamento por viver nesse azul infinito;

Sentir-te, arrebatava meu coração pela linda canção

Que soava ao luar... E voava no teu olhar de emoção...

 

 

Paulo Costa (Pacco)

 



Pacco *04h02






Papel de Parede - Mandy Moore 1024x768

Morena

 

É lindo pensar em ti,

Teus lábios, morena...

Que fazem meu apego...

Vem p’ra mim...

 

Teus lábios, morena...

Que fazem meu apego...

  

Deixa p’ra lá...

Eu não quis ver você chorar.

  

O passado não é bom lembrar...

O que eu disse não foi p’ra magoar.

 

(Paulo Costa e Kleber Matos)



Pacco *03h54






Abelha Bela

 

Abelha bela, doce de mel...

Do mel a tragar o favo afagar.

Abelha, doçura do mel a bailar

No alvéolo doce do teu olhar.

 

Flora, linda aflora flor

Na canção do meu ardor...

Néctar deste trovador,

Bálsamo da minha dor.

 

Abelha rainha bela,

Suaves lábios de mel,

Irradia o sol dourado

Em teu sereno orvalho.

 

Belinha, abelha bela...

Bela e sincera flor,

Donzela do meu amor...

Beija, beija-flor.

 

Abelha, belinha bela...

Bela flor da Primavera;

Quando a espio na janela...

Vejo a flor mais bela.

 

Paulo Costa



Pacco *03h42






Papel de Parede - Floresta 1024x768

Relva da rama

 

Seiva da relva e da rama que circula dentro do coração.

Do cultivo da relva que gera toda essa rama de encantos e encontros...

Encontros e desencontros no olhar — no olhar sem ver.

O afogado se afoga arraigado à ilusão quando não há clarão;

Quando obscuro e regado de desconforto — é puro lamento!

 

 — Uma fuga ao léu na selva da relva.

 

A germinante semente ilusória que expressa a falsa liberdade...

Desabrocha os abrolhos num só olhar.

Num olhar cravado, às vezes molhado...

Que nascem como flores do campo,

Que brotam da relva e da rama, da seiva e na lama...

De uma ramagem que brota, nutre e morre!...

 

 — Ramificação que alucina a multidão.

 

Não lamento a visão serena de ir por aí no espaço a ti seguir...

É puro lamento,

Não saber se o horizonte é aqui ou ali — a nos suprir na relva da rama.

 

Paulo Costa



Pacco *03h30






Papel de Parede - Noite Silenciosa 1024x768

O Silêncio

 

Quero escrever uma melodia...

A melodia do silêncio.

 

Pausas no ar!...

 

Quero ouvir o silêncio no infinito

Do meu Ser. Não importa saber

De onde vem... Para onde vai...

Se vem do sol... Ou se vem do mar...

 

Nas profundezas do meu viver,

Do meu sofrer...

Sofrer as asperezas pela paixão de viver.

Viver o real saber para não sofrer,

Para não chorar... Viver e viver...

 

No silêncio dessa incerteza,

Vazio e cheio de ocultos mistérios...

O silêncio é o provir da natureza

Que inebria toda a beleza.

 

Paulo Costa



Pacco *03h22






O Sol

 

Vem ver o sol,

No nascer da força ardente,

Com frases reluzentes, vem me abraçar...

Tod’o desejo que quer.

  

Vem, vem ver o sol a liberdade que tem...

Vem trazer teu corpo com liberdade também...

Tudo que se deve fazer,

Não tem nada a ver

Com aqueles que não podem ser liberais.

  

Vem ver o sol,

No se pôr da mágoa ardente,

Com frases comoventes, vem desabafar...

Tod’o desejo que quer...

 

Vem ver o sol...

  

Paulo Costa



Pacco *03h09






Vira vida

 

Vem lá um novo tempo...

Não sei o que será — sei que ele me virá.

 

Mas há de ser num vento, a mais, a me levar... 

Sei que ele me dirá...

 

Vira vida, vida, venha já!...

  

Sei do que me espera mas não sei do que já era,

Será conhecer o amanhecer de uma Nova Era.

Hora de brotar no campo santo a verde Era,

No jardim de toda essa minha longa espera...

  

Tudo que aflora tem na vida sua hora,

Hora de morrer e renascer em nova aurora,

Mesmo de cantar enquanto o peito ainda chora...

E esse tempo bem que pode ser agora... Agora!...

  

Vem lá um novo tempo...

 

(Paulo Costa e Carlos Ribeiro)



Pacco *02h57






Mariposa

 

Pousou a mariposa

Na pousada dama-da-noite;

Voou, bailou e beijou a flor

Da minh’amada flor.

 

Pousa, mariposa, pousa na flor,

Na canção do meu amor...

 

Suave como donzela,

Singela e sincera flor...

Cantando na minha cela —

A canção da Magda Bela.

 

Pousa, mariposa, pousa na flor,

Na canção do meu amor...

 

Embriagada e sugando a flor...

Desconcertava este trovador;

Desabrochou, voou e exalou

Um imenso e perfumado odor.

 

Pousa, mariposa, pousa na flor,

Na canção do meu amor...

 

Dançou na calada da noite,

Perfumada mariposa à flor,

Cultivando a roseira cor...

Acalentando a minha dor.

 

Pousa, mariposa, pousa na flor,

Na canção do meu amor...

 

Paulo Costa



Pacco *19h13






Papel de Parede - Rosa Mesclada Branca e Rosa 1024x768

Aroma d'amada

 

Dorme a minha Magda —

No silêncio da madrugada...

Serena como uma rosa,

A perfumar a minh’alma.

 

Flamejante, qual bromélia,

Violeta, cravo e camélia...

Deslumbrante e delicada,

Aroma da minha Magda.

 

Roseira, dama-da-noite

Que embeleza a natureza...

Rainha desta nobreza

Que exala tanta beleza.

 

No encanto do seu ardor,

Vaidosa e brandura flor...

Cheirosa como jasmim...

Magda, flor do meu jardim.

 

Paulo Costa



Pacco *18h59






Reflexão dos Eus

 

Estou passando por uma transição em minha vida...

Mas, nada que não seja passageira, tal qual a brida.

Talvez essa renovação seja

Para o meu crescimento — mesmo lento...

Pois, se algo tem que mudar, neste momento,

Que mude agora sobre a bandeja.

 

Será que já não estou neste turbilhão de idéias?...

Planos que, "a própria razão desconhece", aliás,

Razão que desconhece o meu próprio jeito de ser;

Meu próprio jeito de chorar, de cantar, de sofrer...

 

De sorrir, de amar..... Ah! Amar...

 

Como amo amar e sentir o que sucinto...

Quem sou e quem serei amanhã nesse recinto

Quando a noite chegar? E quem fui outrora?...

Para nunca mais errar por toda vida a fora.

  

Se ao menos soubesse quem fui...

Talvez soubesse como corrigir

Todos os erros de ontem que aqui

Combati, na ilusão de poder fulgir...

 

— Os enganos e os erros que cometeste outrora...

Levá-lo-iam para esclarecimentos, mas, que agora

Reviverias tristes lembranças!...

Lembranças que, talvez tivesses ao longo

De todos esses anos que viveste no tombo;

Não terias nenhuma esperança.

 

Estou em constante transformação...

O universo rege toda a natureza,

Com todo amor e dor na carnação;

E não lamento sentir essa dureza!...

 

— A dor é simplesmente uma porta entreaberta...

Para saberes que existem outros mundos em alerta,

Outros caminhos a percorrer...

E se quiseres atravessá-la... Verás que tudo isso

Não é nada mais e nada além que um só paraíso...

E que é aqui mesmo onde estás a correr!

 

Mas..., onde estou?...

 

— Estás solto pelo ar...

Num ar a bailar sem cessar!

 

— Tens medo do teu próprio ser?...

De tornar-te um ser abstrato...

Confuso em tua inspiração de poder

Imaginar o inimaginável substrato?

 

Sim, crio ao meu redor uma redoma de incerteza e de dor...

Uma dor cruel que invade o coração — por sentir o pudor

Que vivencio na dor dess’agonia — que eu mesmo nem sei!...

Nem sei por quê!

 

Paulo Costa



Pacco *18h29





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