


JÁ VERSOS JÁ
Já me questionaram, murmuraram e criticaram...
Já me forjaram, me acusaram, me humilharam...
Já me surraram, me pisaram, abandonaram...
Já me cegaram, me usaram e me gozaram!
Já me torturaram, me odiaram, me xingaram...
Já me zombaram, e como, “Cegos”, me ignoraram!
Já me embebedaram, me afogaram, maltrataram...
Já me tocaram, me esfolaram e me isolaram!
Já me aplaudiram, lisonjearam e me ampararam...
Já me beijaram, me abraçaram..... E, até me amaram!
Também já me vaiaram e, de tão “Surdos”, me reprovaram!
Já me tentaram, ostentaram e se enganaram!
Já me infernizaram, me sugaram e me caluniaram!...
Já me “crucificaram” e me Ri-di-cu-la-ri-za-ram...
E como, “Loucos”... Me julgaram e me condenaram!...
Mas..... Nunca me derrotaram!!!
Paulo Costa


O SILÊNCIO
Quero escrever uma melodia...
A melodia do silêncio.
Pausas no ar!...
Quero ouvir o silêncio no infinito
Do meu Ser. Não importa saber
De onde vem... Para onde vai...
Se vem do sol... Ou se vem do mar...
Nas profundezas do meu viver,
Do meu sofrer...
Sofrer as asperezas pela paixão de viver.
Viver o real saber para não sofrer,
Para não chorar... Viver e viver...
No silêncio dessa incerteza,
Vazio e cheio de ocultos mistérios...
O silêncio é o provir da natureza
Que inebria toda a beleza.
Paulo Costa


RELVA DA RAMA
Seiva da relva e da rama que circula dentro do coração.
Do cultivo da relva que gera toda essa rama de encantos e encontros,
Encontros e desencontros no olhar, no olhar sem ver.
O afogado se afoga arraigado à ilusão quando não há clarão;
Quando obscuro e regado de desconforto — é puro lamento!
Uma fuga ao léu na selva da relva.
A germinante semente ilusória que expressa a falsa liberdade...
Desabrocha os abrolhos num só olhar.
Num olhar cravado, às vezes molhado...
Que nascem como flores do campo,
Que brotam da relva e da rama, da seiva e na lama...
De uma ramagem que brota, nutre e morre...
Ramificação que alucina a multidão.
Não lamento a visão serena de ir por aí no espaço a ti seguir...
É puro lamento,
Não saber se o horizonte é aqui ou ali a nos suprir na relva da rama.
Paulo Costa


:: Meu Award ::





Poesias & Partituras


Verdade
O que significa a Verdade, na vida?...
Se a liberdade vai compondo essa ansiedade,
E resplandece a atrocidade desmedida...
Pois, na verdade, há falsidade na Verdade!
Pacco
O voo da águia
O voo da águia é perfeito...
(Ela é a rainha das aves!)
E pousa assim, tão suave,
Nos Alpes sobre seu leito.
Pacco

Não sou doutor, nem escritor...
Sou apenas um trovador,
Escrevendo versos d'amor...
Pra amenizar a minha dor!
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Não pretendo ser poeta,
Muito menos ser doutor;
Nem tampouco ser profeta,
Já nasci compositor!
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Poeta que faz a trova,
É chamado — trovador!...
Violeiro que rima a prosa,
Com certeza, é cantador!
Paulo Costa
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© Todos os Direitos Reservados.
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Nada se cria, nada se perde,
tudo se transforma.
(Antoine Lavoisier)
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— Todo este universo, tanto em suas partes,
como em sua totalidade, é uma emanação minha,
e Eu o penero em minha forma invisível,
Eu que sou o imanifesto.
Todas as coisas de Mim provêm, mas Eu não tenho origem nelas:
em Mim estão todas as coisas, mas Eu — em minha Divindade —
não estou compreendido nelas.
— Não pense que todas as coisas sejam Eu mesmo.
Eu sou o sustentador de tudo, penetro tudo,
mas não sou limitado nem encerrado nisso.
(Bhagavad Gitâ)
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Maldita ação
Recebi u'a intimação —
Da injustiça indecorosa...
Nu'a bandeira em verde e rosa,
Pr'eu inumar a exumação!!
Ostentar a maldita ação,
(Percebi que havia um enleio):
Via o povo no passeio —
Trupicar na passarela... —
Bem no meio da procela,
Co'a Mangueira no salão!
Pacco
O Aleijadinho
Estava em Minas Gerais,
— Na terra do Aleijadinho;
E olhava aqueles dedinhos
Do gênio, não vi — jamais!
Suas obras são tão reais,
Que invade, lá dentro d'alma,
E sopra a paz em minh'alma,
Ao ver seu 'stilo barroco,
Em forma de rococó —,
Co'as velas nos castiçais.
Na Igreja de São Francisco,
Lá embaixo — na sacristia,
O chafariz é a harmonia!...
Envolve um amor tão misto,
Tal qual a Imagem de Cristo
Talhada em pedra-sabão!...
E o mestre com suas mãos,
'Sculpiu os doze profetas,
Co'os versos ditando as metas,
Que Deus o incumbiu a isto!
Pacco
Oblação
(...) O que é da população...
— Só Deus sabe seu final!...
Quando os homens — na oblação,
Dizem amém ao deus do mal.
Pacco
A corja
A corja do mensalão —
Sempre assola esta nação!...
Co'essa esmola do escalão...
— Pobre Escola e Educação!
Pacco
O Alienígena
Outro dia, um alienígena
Resolveu descer à Terra...
Perguntou s'eu era indígena,
Por usar carvão-de-pedra.
Pacco
Swingar
Escrevi prum bom quinteto —
Mas ninguém quer se arriscar;
É que um membro do "sexteto",
Também tem que swingar!
Nunca quis fazer soneto,
Pois eu gosto é de trovar!...
S'eu 'screver um bom terceto,
Todos hão de improvisar!
Já fiz parte d'um octeto,
(Era tudo indiferente;)
Fui tentar noutro quinteto,
— Onde havia só parente!...
Daí, fui tocar co'o Hermeto,
P'ra 'squecer toda essa gente!!
Pacco
Escusado
Acho mui descompassado,
Fabricar um poema estreito...
Qual repente, qu'é escusado,
Por ficar — todo malfeito!
Pacco
Consolo nu avesso
Não espereis recompensa alguma
Quando fizerdes favores a alguém.
Fareis com entusiasmo e alegria.
Não fareis por obrigação, e sim,
Pelo prazer e bondade no coração.
Sensação que alimenta a esperança,
Simplesmente pelo fato de se sentir bem,
Por estar dando o melhor de si mesmo...
Ascensão dessa bem-aventurança.
Se, porventura, precisardes de um ombro amigo...
E não fordes consolado por esta que vós consolastes;
Não vos entristeçais, pois, a falta não é vossa!
Se não tiverdes reconhecimento pelo que fizestes outrora...
Talvez seja pelo egoísmo, ou insensatez da mesma.
Quem sabe essa mesma não esteja amedrontada...
Apavorada por achar que será superada, aniquilada
Por sua própria insegurança de ser o que é?...
Ou porque não foi, não é e nunca o será! Que pena!
Pessoas inseguras têm medo de perder seus cargos,
Seus privilégios, "seus tostões no fim do mês".
Um vazio as deixa atormentadas, incapazes de refletir.
Esse comportamento é meramente desprezível!
Os deveres do homem para com seus semelhantes,
Seriam, na verdade: A amizade, a sinceridade, a integridade...
E, acima de tudo... O amor, a compaixão e a compreensão.
Quando fizerdes favores a alguém...
Ora, não espereis em troca a benevolência;
Muito embora, recebereis a intransigência,
A ingratidão, a inconsequência, a insatisfação,
A repugnância, a comiseração e a divergência.
Não vos inquieteis com a mesquinhez
Dos ignóbeis, frágeis em sua algidez;
Algidez da estupidez, da inveja e do orgulho.
Nessa avareza ambiciosa que corrompe laços,
E, sobretudo, traz a intemperança e a infelicidade...
Mas, não vos entristeçais, porque
Dessa vida não levarão absolutamente nada!
O que deixarão aqui... Serão apenas suas obras...
E, se porventura não tiverem criado obra alguma...
Então..., levarão somente as lembranças;
Isso..... Se não tiverem amnésia!
Paulo Costa